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SISTEMA BRASILEIRO DE OBSERVAÇÃO DOS OCEANOS

AÇÃO "Sistema Brasileiro de Observação dos Oceanos e Estudos do Clima" - GOOS-BRASIL

imagem representativa do GOOS-BRASIL

Esta Ação compõe o VIII Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM) e é coordenada pela Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Hidrografia e Navegação.


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CRIAÇÃO

imagem representativa do mapa do GOOS-BRASIL

SISTEMA GLOBAL DE OBSERVAÇÃO DOS OCEANOS (GOOS), criado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), em cooperação com a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), tendo em vista os dispositivos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) e da Agenda 21. O Brasil, País que ratificou a CNUDM e aderiu à Agenda 21, reconhecendo a necessidade de se desenvolver um Sistema Global de Observação para melhor compreender e monitorar as mudanças nos oceanos e suas influências.

Considerando a extensão da área marítima de interesse nacional sobre a qual se deve garantir o desenvolvimento sustentável, foi criado o Programa Piloto GOOS-BRASIL, e aprovado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), em sua 133a Sessão Ordinária, ocorrida em 30/04/1997.

O Programa GOOS-BRASIL, tornou plenamente operacional a coleta, a análise e a transmissão de dados em toda a área oceânica em relação à qual o Brasil exerce direitos de soberania e jurisdição, gerando-se produtos de impacto sócio-econômico para o País.


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CONTEXTO

imagem representativa do mapa do GOOS-BRASIL

Ao longo da costa brasileira concentram-se as grandes populações urbanas do País e são desenvolvidas atividades de relevância socioeconômica, influenciáveis por fenômenos naturais e ações antrópicas. Os impactos destes fenômenos e ações, incluindo mudanças climáticas, são causados por processos integrados em escalas local, regional e global, justificando, assim, o monitoramento nas diversas escalas.

imagem representativa do mapa do GOOS-BRASIL

Reveste-se de grande relevância, portanto, o pleno conhecimento do papel dos oceanos e seus componentes, da atmosfera e de suas interações, para contribuir com o aprimoramento da previsão de tempo, de clima e de fenômenos naturais extremos, tais como secas, enchentes, tempestades, entre outros, que possam produzir fortes impactos sobre a vida das populações e a sustentabilidade das economias locais.

Atualmente, o Sistema Brasileiro de Observação dos Oceanos e Estudos do Clima, coordenado pelo Comitê Executivo para o GOOS-BRASIL, está composto por um sistema formado por quatro Redes de Observação e um Projeto de pesquisa, quais sejam:

- Rede de coleta de dados oceanográficos e climatológicos por meio de boias fixas e de deriva no Atlântico Sul (PNBOIA);

imagem representativa do mapa do GOOS-BRASIL

- Rede de monitoramento do nível médio do mar (GLOSS);

- Rede de monitoramento de ondas em águas rasas (Rede ONDAS);

- Rede de coleta de dados oceanográficos e climatológicos por meio de boias fixas no Atlântico Tropical (PIRATA); e

- Projeto de monitoramento da caracterização da estrutura térmica, a partir de linhas de Alta Densidade de XBT entre o Rio de Janeiro e a Ilha da Trindade (MOVAR).


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OBJETIVOS

Ampliar e consolidar um sistema de observação dos oceanos, zona costeira e atmosfera, a fim de aprimorar o conhecimento científico, disponibilizar os dados coletados e subsidiar estudos, previsões e ações, contribuindo para reduzir riscos e vulnerabilidades decorrentes de eventos extremos, da variabilidade do clima e das mudanças climáticas que afetam o Brasil.


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METAS

- Ampliar para 40 o número de Dispositivos Fixos de coleta de dados, instalados e em operação;

- Ampliar para 60 o número de Dispositivos Derivantes em operação de coleta de dados;

- Manter operacional 90% dos Dispositivos Fixos instalados nas Redes de Monitoramento do GOOS-BRASIL (média anual); e

- Criar um projeto piloto, de abrangência nacional, para o monitoramento de CO2 no Atlântico Sul e Tropical.


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INDICADORES

AFERIÇÃO UNIDADE DE MEDIDA REFERÊNCIA
DATA ÍNDICE

Número de Dispositivos Fixos de coleta de dados, instalados e em operação.

Fonte: MB

UN 2011 24

Número de Dispositivos Derivantes em operação de coleta de dados.

Fonte: MB

UN 2011 40

Taxa de operacionalidade dos Dispositivos Fixos de coleta de dados instalados (média anual).

Fonte: MB

% 2011 79

Projeto piloto criado, de abrangência nacional, para o monitoramento de CO2 no Atlântico Sul e Tropical.

Fonte: MB

UN 2011 0

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MODELO INSTITUCIONAL DE EXECUÇÃO

imagem representativa do navio que opera no GOOS-BRASIL

A coordenação do Programa GOOS-BRASIL está sob a responsabilidade da Marinha do Brasil (MB), por intermédio da DHN, com a participação de representantes do MEC, do MME, do MCTI, do MMA, do MAPA, da SECIRM, do IEAPM, Coordenadores de módulos e Gerentes das Redes de Observação.

O Plano de Implementação do GOOS-BRASIL prevê, em sua estrutura, o estabelecimento de Redes de Observação a partir de boias fixas e de deriva, ondógrafos, marégrafos e probes XBT para a coleta de dados oceanográficos e climatológicos.


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“PIRATA" - PREDICTION AND RESEARCH MOORED ARRAY IN THE TROPICAL ATLANTIC

imagem representativa do mapa do projeto RIRATA

O “Prediction and Research Moored Array in the Tropical Atlantic” (PIRATA) é um projeto de boias fixas na zona equatorial, com a participação do Brasil, França e Estados Unidos da América. Atualmente, é um dos principais projetos inseridos no escopo do GOOS-BRASIL e possui o objetivo de avaliar o ciclo sazonal de larga escala no Oceano Atlântico Tropical, modificado pelo acoplamento oceano-atmosfera, como o “El Niño”, cujos impactos econômicos e sociais são expressivos para os Estados Costeiros. Dados provenientes deste Programa já vêm sendo amplamente aplicados para previsão do clima na região, tanto pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), maior representante neste segmento no Brasil, como pela Marinha do Brasil.

O Brasil, como integrante do Projeto PIRATA, é o responsável pela operacionalização e manutenção de cinco boias fundeadas na zona equatorial e três boias fundeadas ao longo da costa nordeste de Brasil. O principal coordenador das atividades do PIRATA é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

imagem de uma boia do projeto PIRATA imagem indicando link para voltar ao topo da páginaVoltar para o topo

PROGRAMA NACIONAL DE BOIAS

imagem representativa do mapa da rede nacional de boias imagem de boias imagem de boias

O Programa Nacional de Boias, (PNBOIAS), é parte integrante do Programa Piloto GOOS-BRASIL, e visa a coletar dados oceanográficos e meteorológicos em tempo quase real, a fim de atender às necessidade de caracterização do meio ambiente e prover informações.

O PNBOIAS, atualmente, está implementando dois subprogramas complementares de boias, em face da extensa área de responsabilidade do Brasil, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), para efeito de monitoramento e previsão do tempo, assim como dos fenômenos meteorológicos e oceanográficos e dos regimes climáticos observados no Brasil.

1. Boias de deriva:

Uma rede de derivadores, rastreados por satélite, que deverão cobrir grande parte do Atlântico Sul e Tropical.

Boias de Deriva parâmetros:

- temperatura da superfície do mar;

- corrente superficial (SVP);

- pressão atmosférica (SVP-B); e

- vento (SVP-BW).

2. Boias de fundeio:

Uma rede de boias fixas composta por 8 boias, sendo sete de plataforma e uma costeira, fundeadas ao longo da costa brasileira.

Por intermédio das boias de fundeio, serão obtidas séries temporais de um importante conjunto de parâmetros meteorológicos e oceanográficos em locais fixos. As boias de deriva coletarão dados de velocidade de corrente superficial, de temperatura da superfície do mar e de pressão atmosférica, sobre uma vasta área do Atlântico Sul e Tropical.

Com esse arranjo das boias de fundeio, pretende-se monitorar fenômenos atmosféricos, tais como linhas de instabilidade, ciclones tropicais, ondas de Leste, zonas frontais, ciclones extra-tropicais, além de dados oceanográficos sobre correntes, ondas de Kelvin e Rossby equatoriais e distribuição de temperatura e salinidade.

imagem de boias
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PROJETO GLOSS/BRASIL

O Projeto GLOOS/Brasil prevê a implantação e a operacionalização de uma rede de marégrafos com o propósito de monitorar o nível médio do mar ao longo da costa brasileira. Esta atividade está sendo Coordenada pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) com a participação de instituições públicas e empresas privadas.

O projeto GLOSS-Brasil compreende as atividades relacionadas ao monitoramento do nível do mar em águas jurisdicionais brasileiras, possuindo os seguintes objetivos principais:

- Implantar uma Rede Brasileira Permanente de Monitoramento do Nível do Mar denominada Rede GLOSS–Brasil;

- Produzir dados confiáveis para determinação da tendência de longo prazo do nível médio do mar;

- Disseminar os dados produzidos para centros internacionais reconhecidos pela COI/UNESCO;

- Promover a interação com outros programas oceanográficos e tecnológicos brasileiros; e

- Padronização das estações que atualmente compõem a rede GLOSS-Brasil, bem como a uniformização do envio de dados, considerando os recursos e equipamentos disponíveis.

Redes de Monitoramento do Nível Médio do Mar (GLOOS)

imagem do GLOOS/Brasil>
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PROJETO MOVAR

O projeto de caracterização da estrutura térmica a partir de linhas de alta densidade de XBT–MOVAR tem como propósito o monitoramento da estrutura térmica entre o Rio de Janeiro e a Ilha de Trindade, ES.

A derrota adotada como “padrão” entre o RJ e Trindade cruza todo o eixo da Corrente do Brasil nesta latitude e, consequentemente, proporciona o monitoramento das variações do seu fluxo baroclínico. Sendo a Corrente do Brasil parte importante da circulação anticiclônica do Atlântico Sul, seu monitoramento é extremamente relevante, pois contribui na elucidação das variações de intensidade do próprio giro subtropical, bem como das suas implicações climáticas.

A Coordenação do projeto é exercido pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a quem cabe, também, a operacionalização do projeto bem como a disponibilização dos dados via pagina WEB do GOOS-BRASIL.


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REDE DE MONITORAMENTO DE ONDAS EM ÁGUAS RASAS

A Rede de Monitoramento de Ondas em Águas Rasas que tem o objetivo de monitorar a agitação marítima na costa do Brasil, a fim de coletar dados que auxiliem no planejamento das atividades marítimas.

O Projeto prevê e instalação de oito ondógrafos a longo da costa brasileira em locais definidos pelo Comitê Executivo para o GOOS-BRASIL, sendo em principio, adotada posições próximas as bóias do PNBOIA.

imagem de boia

Atualmente existe um ondógrafo instalado nas proximidades de Recife, cuja manutenção e operacionalização está a cargo da Universidade Federal de Pernambuco. Está previsto, até 2015 o fundeio de todos os ondógrafos previstos pelo projeto piloto da Rede de Monitoramento de Ondas em Águas Rasas.

A coordenação do Projeto está a cargo da Fundação Universidade Federal do Rio Grande, que em parceria com outras Universidades define toda a operacionalização e a manutenção da Rede.


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