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AQUICULTURA
E PESCA
(AQUIPESCA)

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AQUIPESCA |
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Unidade
Responsável:
Ministério da
Pesca e Aquicultura - MPA
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| Coordenador:
Sr.
ELOY de Souza Araújo (MPA)
Tel: 61 2023-3620
e-mail: eloy.araujo@mpa.gov.br
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Importância:
Contribuir para o desenvolvimento da aquicultura e pesca nas
áreas marítimas sob jurisdição nacional, visando a
exploração sustentável dos estoques pesqueiros ali
existentes.
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Responsável
na SECIRM:
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Encarregado da Divisão de Recursos Vivos |
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CMG (RM1) José IRAN Cardoso
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Tel.: 61 3429-1322
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e-mail: iran@secirm.mar.mil.br
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A ação Aquicultura e Pesca (AQUIPESCA) é coordenada pelo Ministério
da Pesca e Aquicultura (MPA) e visa articular,
em ambiente cooperativo interministerial, a
execução de ações prioritárias do Plano de
Desenvolvimento Sustentável da Pesca e
Aquicultura, a fim de qualificar a mão-de-obra
pesqueira, adequar o esforço de pesca e
incentivar a maricultura.
O Brasil possui cerca de 8,5 mil km de litoral e uma ZEE com mais de 3,5
milhões de km2. A indústria pesqueira nacional envolve um
contingente total de cerca de 10 milhões de pessoas e a sua produção
oficial está situada ao redor de 1 milhão de toneladas, das quais a
pesca extrativa representa participação acima de 70%. O consumo médio
per capita de pescado ainda é considerado baixo, estando em torno de
7,8 kg/hab/ano. No entanto há uma variabilidade
espacial, sendo que na Amazônia pode-se observar um consumo
de 36 kg/hab/ano.
O
Brasil tem na aquicultura a sua principal fronteira de expansão da
produção pesqueira, com potencial para produzir mais de 20 milhões
de toneladas anuais de pescado.
O
panorama almejado da pesca brasileira, baseado na explotação
racional dos recursos pesqueiros, dentro das possibilidades do Rendimento Máximo
Sustentável, é de que, sob cada recurso disponível, esteja atuando
um esforço pesqueiro ótimo, do ponto de vista econômico e biológico,
que garanta a sustentabilidade dessa atividade.
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O
Comitê Executivo AQUIPESCA foi criado pela Portaria nº 125/MB,
de 13 de maio de 2005, do Comandante da Marinha e
Coordenador da CIRM.
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A
Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar
(CNUDM - Montego Bay-1982), estabelece, em seu artigo
56, que o Estado Costeiro exerce, na Zona Econômica
Exclusiva - ZEE, direitos de soberania para fins de
exploração e aproveitamento, conservação e gestão
dos recursos naturais, vivos ou não vivos, das águas
sobrejacentes ao leito do mar, do leito e seu subsolo.
O
artigo 77 da Convenção estabelece que são
reservados os direitos de soberania ao Estado Costeiro
para efeitos de exploração e aproveitamento dos
recursos naturais do leito (inclusive recursos vivos
bentônicos) e subsolo marinhos da Plataforma
Continental.
A
necessidade estratégica de promover a exploração
soberana, dos
recursos pesqueiros do país, com base em uma política
efetiva de ocupação da ZEE, tem como um
dos objetivos principais o desenvolvimento e o fomento
da produção pesqueira e aquícola nacional, de forma
sustentável.
Para
atingir as metas estabelecidas pelo Ministério da Pesca
e Aquicultura (MPA), torna-se
fundamental a implantação de um ambiente cooperativo
interministerial para contribuir na formulação e
implementação das Políticas Públicas para a pesca e
aquicultura. Este ambiente, no âmbito da CIRM, é o
Comitê Executivo AQUIPESCA.
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O
AQUIPESCA tem por objetivo
articular, em ambiente cooperativo
interministerial, a execução de ações
prioritárias do Plano de Desenvolvimento
Sustentável da Pesca e Aquicultura, a fim de
qualificar a mão-de-obra pesqueira, adequar o
esforço de pesca e incentivar a maricultura.
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.
Implantar 3 Escolas de Pesca para capacitação de profissionais da
atividade pesqueira e de maricultura;
. Desenvolver 10 protótipos de embarcações com novas tecnologias
apropriadas à pesca artesanal;
. Desenvolver 6 projetos de pesquisa de cunho tecnológico e
socioeconômico para o diagnóstico da atividade pesqueira marinha;
. Implantar 8 Parques Aquícolas marinhos;
. Implantar 1 Centro de Pesquisa & Desenvolvimento para tecnologia
de cultivo em mar aberto; e
. Manter a estatística da pesca marinha e da maricultura em 17 estados costeiros (*).
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A identificação
e a aferição dos aspectos relacionados ao
AQUIPESCA, feitas periodicamente, obedecerão o
seguinte:
| AFERIÇÃO |
UNIDADE
DE MEDIDA |
REFERÊNCIA |
| DATA |
ÍNDICE |
| Escolas de Pesca implantadas.
Fonte: MPA. |
UN |
2011 |
0 |
| Protótipos de embarcações com
novas tecnologias apropriadas à
pesca artesanal.
Fonte: MPA. |
UN |
2011 |
0 |
| Projetos de pesquisa de cunho
tecnológico e socioeconômico da
atividade pesqueira marinha.
Fonte: MPA. |
UN |
2011 |
1 |
| Parques Aquícolas marinhos
implantados.
Fonte: MPA. |
UN |
2011 |
0 |
| Centro de Pesquisa &
Desenvolvimento para tecnologia de cultivo em mar aberto.
Fonte: MPA. |
UN |
2011 |
0 |
| Levantamento estatístico da pesca
marinha e da maricultura nos
estados costeiros.
Fonte: MPA. (*) |
UN |
2011 |
17 |
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O
Comitê Executivo AQUIPESCA é assessorado pelos Subcomitês
de Maricultura e de Pesca, os quais tratarão das atividades voltadas para o desenvolvimento de suas
respectivas áreas de atuação. O AQUIPESCA é
constituído atualmente pelas seguintes
instituições:
.
Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) –
Coordenador;
.
Secretaria da Comissão Interministerial
para os Recursos do Mar (SECIRM);
.
Marinha do Brasil (MB);
.
Ministério do Meio Ambiente (MMA);
.
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis - IBAMA
.
Ministério da Ciência, Tecnologia
e Inovação (MCTI);
.
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq);
.
Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA);
.
Ministério das Relações Exteriores (MRE);
e
.
Ministério da Educação (MEC).
O
AQUIPESCA está estruturado de acordo com o
seguinte FLUXOGRAMA:
O
Comitê Executivo de Aquicultura e Pesca conta com
os seguintes meios:
1)
apoio técnico-administrativo do MPA;
2)
apoio administrativo da SECIRM;
3)
apoio de grupo de especialistas, que atuarão
como consultores ad hoc na condução das
atividades de Aquicultura e Pesca, escolhidos
pela reconhecida competência, para o trato de
assuntos específicos; e
4)
apoio técnico-científico dos Ministérios
e Instituições integrantes.
O
MPA apresentará ao Comitê Executivo as
estratégias planejadas para: Ordenamento,
Monitoramento e Controle; Formação, Capacitação
e Qualificação Profissional; e Pesquisa e Difusão
Tecnológica, para os setores da pesca e da
maricultura, de forma que as instituições partícipes,
ali representadas, cooperem, na medida do possível
e dentro de suas respectivas áreas de atuação,
para que sejam alcançados os resultados e obtidos
os produtos definidos dentro das ações
supracitadas que constituem o AQUIPESCA.
As
demais instituições partícipes poderão
apresentar propostas complementares ao Comitê
Executivo.
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No
âmbito do Comitê Executivo do AQUIPESCA
estão previstos os Subcomitês de
Maricultura e de Pesca, onde serão
discutidas as estratégias operacionais para
o desenvolvimento da pesca e da maricultura,
com base nas propostas planejadas e
apresentadas pelo MPA, para cada setor.
Essas estratégias serão previamente
analisadas pelos Subcomitês de Pesca e
Maricultura, respectivamente, antes de serem
apresentadas para a apreciação e aprovação
do Comitê Executivo.
Os
Subcomitês selecionarão as ações prioritárias,
as estratégias de alocação e potencialização
da aplicação de recursos e esforços, para
o desenvolvimento dos setores aquícola e
pesqueiro, respectivamente. Todas as
propostas a serem apresentadas no âmbito do
Comitê Executivo guardarão sintonia com a
Política Nacional para os Recursos do Mar (PNRM),
com a Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA),
com o Plano Setorial para os Recursos do Mar
(PSRM), com o Plano Estratégico de
Desenvolvimento Sustentável de Aquicultura
e Pesca, com as deliberações da 1ª e 2ª
Conferências Nacionais de Aquicultura e
Pesca (CNAP), com as deliberações do 1º
Encontro Nacional das Trabalhadoras da Pesca
e Aquicultura, com as recomendações
emanadas pelo Conselho Nacional de Aquicultura
e Pesca – CONAPE, e com as recomendações
aprovadas pelos Comitês Permanentes de Gestão
de Atuns e Afins e de Recursos Demersais de
Profundidade.
A
execução das atividades nos setores da
Pesca e da Maricultura deverão considerar
os aspectos de natureza ambiental, socioeconômica,
científica e tecnológica. Tal estratégia
objetiva a compatibilização entre o
desenvolvimento da atividade e a manutenção
da qualidade ambiental necessária para a
adequada ampliação dos resultados de produção
do setor pesqueiro e aquícola.
As
3 (três) linhas conceituais, que
caracterizam, de forma comum e transversal,
as áreas de atuação presentes no
AQUIPESCA, a serem abordadas nos seus dois
Subcomitês são:
Ordenamento,
Monitoramento e Controle
O
efetivo desenvolvimento da Pesca e da
Maricultura passa pela necessidade de
Ordenamento, Monitoramento e Controle desses
Setores.
Atualmente,
o MPA conta com Centrais de
Monitoramento e Controle das operações de
Pesca, envolvendo o rastreamento, por satélite,
de embarcações e a capacitação e
embarque de Observadores de Bordo da Frota
Pesqueira.
Formação,
Capacitação e Qualificação Profissional
A
necessidade de formação de recursos
humanos para a realização de trabalhos técnicos,
seja em pescarias em alto mar, seja nos
cultivos, reflete diretamente na qualidade e
disposição da força de trabalho
apropriada para esse tipo de serviço. A
implementação destas atividades contribuirá
para a promoção da qualificação
profissional, e para a melhoria técnica do
trabalho na pesca e maricultura. Espera-se
que isso se reflita em maior produtividade,
economicidade, competitividade do setor,
capacidade de gestão, e conhecimento acerca
dos limites da sustentabilidade do setor.
O
Comitê Executivo deverá utilizar a
capacidade instalada das instituições de
ensino, pesquisa e extensão do País,
incluindo, se possível, a rede de Centros e
Unidades Federais de Educação Tecnológica,
promovendo a adequação da infra-estrutura
técnica e o treinamento de recursos humanos
nas áreas carentes.
Pesquisa
e Difusão Tecnológica
O
efetivo desenvolvimento da aquicultura e da
pesca passa pela necessidade de obtenção
de informações técnicas sobre a
potencialidade aquícola e pesqueira
nacional, de modo a fornecer novas opções
para estes setores, geração de empregos,
rendas e divisas para o País.
A
aquisição, o desenvolvimento e a difusão
de novas tecnologias, métodos e
conhecimentos científicos, nas áreas de aquicultura
e pesca, são fundamentais para o alcance
dos objetivos de sustentabilidade e
crescimento da atividade.
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1.
Recursos financeiros
Os
recursos financeiros para implementar o
AQUIPESCA são oriundos de ações específicas
no Plano Plurianual do Governo Federal (PPA), sob coordenação e responsabilidade
do MPA.
Outros
aportes de recursos poderão advir das ações
correspondentes das demais instituições
partícipes e de cooperações com
organismos internacionais, assim como
contrapartidas de parceiros executores em
convênios, emendas parlamentares,
iniciativa privada e outros.
2.
Recursos materiais
Os
recursos materiais e meios flutuantes necessários
para o desenvolvimento das ações previstas
no AQUIPESCA, serão
viabilizados, no Brasil e no exterior, a
partir dos recursos financeiros aportados
pelo PPA, para o Comitê Executivo, e sempre
que possível, com o emprego da
infra-estrutura já existente nas instituições
participantes do Comitê e por meio do
aporte financeiro de outros órgãos públicos
e privados.
3.
Recursos humanos
Visando
a potencialização das ações
institucionais e aproveitamento da massa crítica
existente nas instituições partícipes, o
AQUIPESCA consolidará um modelo de
fortalecimento institucional baseado na
transversalidade institucional e na
interdisciplinaridade do conhecimento
humano. Assim, os recursos humanos serão os
do MPA, complementados por aqueles
alocados pelas demais instituições partícipes,
dentro de suas respectivas disponibilidades
e em suas respectivas áreas de atuação
institucional.
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