SISTEMA BRASILEIRO DE 

OBSERVAÇÃO DOS OCEANOS E CLIMA

 

 

    

  
   
 GOOS

 

    

      

Unidade Responsável:

Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Hidrografia e Navegação - DHN

 

 

 

Responsável na SECIRM:
Encarregado do GOOS
CMG(RM1) FLÁVIO Luiz Giacomazzi
Tel.: 61 3429-1337
e-mail: flavio@secirm.mar.mil.br

 

 

     

   
AÇÃO "Sistema Brasileiro de Observação dos Oceanos e Clima" - GOOS/BRASIL

    

      Esta Ação compõem o VIII Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM) e é coordenada pela Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Hidrografia e Navegação. 

  

  

   
CRIAÇÃO

    

 

        SISTEMA  GLOBAL  DE  OBSERVAÇÃO DOS OCEANOS (GOOS), criado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), em cooperação com a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e com o Programa das Nações Unidas para   o Meio  Ambiente (PNUMA),  tendo em vista os dispositivos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito  do Mar (CNUDM) e da Agenda   21.   O Brasil, País que ratificou a CNUDM e aderiu à Agenda 21, a qual, em  seu  capítulo 17, reconhece a necessidade de se desenvolver um Sistema Global   de  Observação   para melhor compreender e monitorar as mudanças  nos  oceanos  e  suas influências, e considerando a  extensão da área marítima de interesse nacional sobre a qual se deve garantir o  desenvolvimento sustentável, houve por bem definir sua participação, criando o Programa Piloto GOOS/Brasil, o qual foi aprovado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), em sua 133a Sessão Ordinária, ocorrida em 30/04/1997.

 

      A motivação  do  Programa GOOS/Brasil, tornou plenamente operacional a coleta, a análise e a transmissão de dados em toda a área oceânica em relação à qual  o  Brasil  exerce direitos de  soberania e jurisdição, gerando-se produtos de impacto sócio-econômico para o País.

      O Coordenador do Programa GOOS/Brasil é a Marinha do Brasil (MB), por intermédio da DHN. É constituído por representantes do MEC, do MME, do MCTI, do MMA, da SECIRM, do MAPA, do IEAPM, Coordenadores de módulos e Gerentes das Redes de Observação.

      O Plano de Implementação do GOOS/Brasil prevê, em sua estrutura, o estabelecimento de Redes de Observação a partir de bóias fixas e de deriva, ondógrafos, marégrafos e probes XBT para a coleta de dados oceanográficos e climatológicos.

 

  

  

   
CONTEXTO

    

      

Ao longo da costa brasileira concentram-se as grandes populações urbanas do País e são desenvolvidas atividades de relevância socioeconômica, influenciáveis por fenômenos naturais e ações antrópicas. Os impactos destes fenômenos e ações, incluindo mudanças climáticas, são causados por processos integrados em escalas local, regional e global, justificando, assim, o monitoramento nas diversas escalas.

Reveste-se de grande relevância, portanto, o pleno conhecimento do papel dos oceanos e seus componentes, da atmosfera e de suas interações, para contribuir com o aprimoramento da previsão de tempo, de clima e de fenômenos naturais extremos, tais como secas, enchentes, tempestades, entre outros, que possam produzir fortes impactos sobre a vida das populações e a sustentabilidade das economias locais.

Atualmente, o Sistema Brasileiro de Observação dos Oceanos e Clima, coordenado pelo Comitê Executivo para o GOOS/Brasil, está composto por um sistema formado por quatro Redes de Observação e um Projeto de pesquisa, quais sejam:

- Rede de coleta de dados oceanográficos e climatológicos por meio de bóias fixas e de deriva no Atlântico Sul (PNBOIA);

- Rede de monitoramento do nível médio do mar (GLOSS);

- Rede de monitoramento de ondas em águas rasas (Rede ONDAS);

- Rede de coleta de dados oceanográficos e climatológicos por meio de bóias fixas no Atlântico Tropical (PIRATA); e

- Projeto de monitoramento da caracterização da estrutura térmica, a partir de linhas de Alta Densidade de XBT entre o Rio de Janeiro e a Ilha da Trindade (MOVAR).

  

  

   
OBJETIVOS

    

      Ampliar e consolidar um sistema de observação dos oceanos, zona costeira e atmosfera, a fim de aprimorar o conhecimento científico, disponibilizar os dados coletados e subsidiar estudos, previsões e ações, contribuindo para reduzir riscos e vulnerabilidades decorrentes de eventos extremos, da variabilidade do clima e das mudanças climáticas que afetam o Brasil. 

  

  

   
METAS

    

      

        . Ampliar para 40 o número de Dispositivos Fixos de coleta de dados, instalados e em operação;

 

        . Ampliar para 60 o número de Dispositivos Derivantes em operação de coleta de dados;

 

        . Manter operacional 90% dos Dispositivos Fixos instalados nas Redes de Monitoramento do GOOS/Brasil (média anual); e

 

        . Criar um projeto piloto, de abrangência nacional, para o monitoramento de CO2 no Atlântico Sul e Tropical.

  

  

  

   
INDICADORES

     

           A identificação e a aferição dos aspectos relacionados ao GOOS/BRASIL, feitas periodicamente, obedecerão o seguinte: 

  

AFERIÇÃO UNIDADE DE MEDIDA REFERÊNCIA
DATA ÍNDICE
Número de Dispositivos Fixos de coleta de dados, instalados e em operação.

Fonte: MB.

UN

2011

24
Número de Dispositivos Derivantes em operação de coleta de dados.

Fonte: MB.

UN 2011 40
Taxa de operacionalidade dos Dispositivos Fixos de coleta de dados instalados (média anual).

Fonte: MB.

% 2011 79
Projeto piloto criado, de abrangência nacional, para o monitoramento de CO2 no Atlântico Sul e Tropical.

Fonte: MB.

UN 2011 0

 

   
"PIRATA" - Prediction and Research Moored Array in the Tropical Atlantic

 

    

               

O “Prediction and Research Moored Array in the Tropical Atlantic” (PIRATA) é um projeto de bóias fixas na zona equatorial, com a participação do Brasil, França e Estados Unidos da América. Atualmente, é um dos principais projetos inseridos no escopo do GOOS/Brasil e possui o objetivo de avaliar o ciclo sazonal de larga escala no Oceano Atlântico Tropical, modificado pelo acoplamento oceano-atmosfera, como o “El Niño”, cujos impactos econômicos e sociais são expressivos para os Estados Costeiros. Dados provenientes deste Programa já vêm sendo amplamente aplicados para previsão do clima na região, tanto pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), maior representante neste segmento no Brasil, como pela Marinha do Brasil.

O Brasil, como integrante do Projeto PIRATA, é o responsável pela operacionalização e manutenção de cinco bóias fundeadas na zona equatorial e três bóias  fundeadas ao longo da costa nordeste de Brasil. O principal coordenador das atividades do PIRATA é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

  

  

   
PROGRAMA NACIONAL DE BÓIAS

 

     

     

     

    

      O Programa Nacional de Bóias, (PNBOIAS), é parte integrante do Programa Piloto GOOS/Brasil, e visa a coletar  dados    oceanográficos e  meteorológicos  em  tempo quase real, a fim de atender  às  necessidades  de   caracterização   do meio  ambiente  e  prover informações concernentes  à   segurança  da  navegação nas áreas marítimas  sob  a responsabilidade  do  Brasil,  para efeitos de previsão  meteorológica  marinha  e  salvaguarda  da vida humana no mar.

   

       

      

METAS

        O Programa, atualmente, está implementando dois subprogramas complementares de bóias, em face da extensa área de responsabilidade  do Brasil, de  acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), para efeito  de monitoramento e previsão do  tempo, assim   como dos fenômenos  meteorológicos e oceanográficos e dos regimes climáticos observados no Brasil.

1. Bóias de deriva:
        Uma rede de derivadores, rastreados por satélite, que deverão cobrir grande parte do Atlântico Sul e Tropical.

2. Bóias de fundeio:
      
 Uma rede de bóias fixas composta por 8 bóias, sendo sete de plataforma e uma costeira, fundeadas ao longo da costa brasileira.

 

        Por intermédio das bóias de fundeio, serão obtidas séries temporais de um importante conjunto de parâmetros meteorológicos e oceanográficos em locais fixos. As bóias de deriva coletarão dados de velocidade de corrente superficial, de temperatura da superfície do mar e de pressão atmosférica, sobre uma vasta área do Atlântico Sul e Tropical.


        Com esse arranjo das bóias de fundeio, pretende-se monitorar fenômenos atmosféricos, tais como linhas de instabilidade, ciclones tropicais, ondas de Leste, zonas frontais, ciclones extra-tropicais, além de dados oceanográficos sobre correntes, ondas de Kelvin e Rossby equatoriais e distribuição de temperatura e salinidade.

 

  

   
PROJETO GLOSS/Brasil

    

      

O Projeto GLOOS/Brasil prevê  a implantação e a operacionalização  de uma  rede de marégrafos com o propósito de monitorar o nível médio do mar ao longo da costa brasileira. Esta atividade está sendo Coordenada pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) com a participação de instituições públicas e empresas privadas.

O projeto GLOSS-Brasil compreende as atividades relacionadas ao monitoramento do nível do mar em águas jurisdicionais brasileiras, possuindo os seguintes objetivos principais:

- Implantar uma Rede Brasileira Permanente de Monitoramento do Nível do Mar denominada Rede GLOSS–Brasil;

- Produzir dados confiáveis para determinação da tendência de longo prazo do nível médio do mar;

- Disseminar os dados produzidos para centros internacionais reconhecidos pela COI/UNESCO;

- Promover a interação com outros programas oceanográficos e tecnológicos brasileiros; e 

- Padronização das estações que atualmente compõem a rede GLOSS-Brasil, bem como a uniformização do envio de dados, considerando os recursos e equipamentos disponíveis.

  

  

   
PROJETO MOVAR

    

      

O projeto de caracterização da estrutura térmica a partir de linhas de alta densidade de XBT–MOVAR tem como propósito o monitoramento da estrutura térmica entre o Rio de Janeiro e a Ilha de Trindade, ES.

            A derrota adotada como “padrão” entre o RJ e Trindade cruza todo o eixo da Corrente do Brasil nesta latitude e, consequentemente, proporciona o monitoramento das variações do seu fluxo baroclínico. Sendo a Corrente do Brasil parte importante da circulação anticiclônica do Atlântico Sul, seu monitoramento é extremamente relevante, pois contribui na elucidação das variações de intensidade do próprio giro subtropical, bem como das suas implicações climáticas.

A Coordenação do projeto é exercido pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a quem cabe, também, a operacionalização do projeto bem como a disponibilização dos dados via pagina WEB do GOOS/Brasil.

  

  

   
REDE DE MONITORAMENTO DE ONDAS EM ÁGUAS RASAS

    

      

            A Rede de Monitoramento de Ondas em Águas Rasas que tem o objetivo de monitorar a agitação marítima na costa do Brasil, a fim de coletar dados que auxiliem no planejamento das atividades marítimas.

            O Projeto prevê e instalação de oito ondógrafos a longo da costa brasileira em locais definidos pelo Comitê Executivo para o GOOS/Brasil, sendo em principio, adotada posições próximas as bóias do PNBOIA.

            Atualmente existe um ondógrafo instalado nas proximidades de Recife, cuja manutenção e operacionalização está a cargo da Universidade Federal de Pernambuco. Está previsto, até 2015 o fundeio de todos os ondógrafos previstos pelo projeto piloto da Rede de Monitoramento de Ondas em Águas Rasas.

            A coordenação do Projeto está a cargo da Fundação Universidade Federal do Rio Grande, que em parceria com outras Universidades define toda a operacionalização e a manutenção da Rede.

  

  

   
LINK ÚTIL

 

     
GOOS/BRASIL: www.goosbrasil.org