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BIOTECNOLOGIA
MARINHA
(BIOMAR)
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BIOMAR
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Unidade
Responsável:
Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI
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| Coordenadora:
Sra.
JANICE Romaguera Trotte Duhá
Tel: 61 3317-7854
e-mail: janice.trotte@terra.com.br
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Importância:
Estimular
a geração de novos conhecimentos nas diversas áreas das
ciências do mar buscando transformar em produtos a rica
biodiversidade marinha e, contribuir para o desenvolvimento
econômico nacional.
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Responsável
na SECIRM:
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Ajudante da Divisão
de Recursos Vivos
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| CC(T) Ana Lúcia Oliveira
COSTALUNGA
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| Tel.: 61 3429-1322 |
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e-mail: costalunga@secirm.mar.mil.br
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A Ação
Biotecnologia Marinha (BIOMAR) é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e tem como propósito fomentar o aproveitamento sustentável do potencial biotecnológico dos organismos marinhos existentes nas zonas costeiras e de transição e nas áreas marítimas sob jurisdição e de interesse nacional, com foco no desenvolvimento de conhecimentos, absorção de tecnologias e promoção da inovação, nas áreas de saúde humana, ambiental, agropecuária e industrial.
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O
potencial biotecnológico da biodiversidade
marinha é uma das ações prioritárias em
desenvolvimento no âmbito da CIRM, conforme
estabelecido no Plano Setorial para os Recursos do
Mar, em vigor.
Em 14 de setembro de 2005, pela Portaria nº 230/MB,
do Comandante da Marinha e Coordenador da CIRM,
foi oficialmente criado o Comitê
Executivo
BIOMAR,
coordenado pelo Ministério da Ciência e
Tecnologia, hoje Ministério da Ciência e
Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da
Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e
Desenvolvimento (MCT/SEPED).
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O ambiente marinho representa aproximadamente 70% da superfície do planeta e abriga cerca de metade da biodiversidade global, mas poucas espécies são exploradas ou usadas com propósitos biotecnológicos.
Nos
Nos ecossistemas marinhos são encontradas formas diversas de vida que constituem
recursos importantes para o desenvolvimento de uma ampla variedade de aplicações.
Organismos marinhos como esponjas, tunicados, briozoários, corais, macroalgas e microorganismos, produzem pequenas moléculas
(metabólitos secundários) estruturalmente únicas que atraem, há décadas, a atenção da comunidade científica, principalmente por exibirem propriedades farmacológicas e anti-incrustantes.
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Apesar dos esforços empreendidos nos últimos 40 anos, pouquíssimos fármacos estão disponíveis para tratamento humano, e não existe qualquer composto anti-incrustante comercial de origem marinha, principalmente devido à limitação no suprimento de matéria prima. Os organismos marinhos produzem ínfimas quantidades de metabólitos secundários. Assim, para que a exploração deste enorme potencial se torne realidade os estudos devem levar em consideração a necessidade de múltiplas abordagens e não somente a busca por moléculas ativas (aspecto este amplamente conhecido em muitos países), mas formas sustentáveis de obtê-las, como o cultivo de micro- ou macro-organismos que as produzem (ou mesmo tecidos deles), a síntese química, a química combinatória, a genética
recombinante, a criação de biblioteca de moléculas bioativas estruturalmente semelhantes, o isolamento de genes produtores de metabólitos bioativos para produção de
plasmídios, dentre outros.
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O mar sob jurisdição nacional e a “Área” adjacente possuem uma grande variedade de organismos marinhos produtores de metabólitos secundários ou mesmo macromoléculas de interesse biotecnológico. Esta biodiversidade oferece oportunidades inexploradas para a descoberta de novos genes, enzimas e processos fundamentais no contexto da bioprospecção.
Desde a criação do BIOMAR foram lançados quatro editais do CNPq que implicaram na condução de 23 projetos nessa linha de pesquisa. Também foi realizado o Seminário de Avaliação do Edital MCT/CNPq/MS-SCTIE-DECIT/CT-Saúde nº 010/2006 – BIOMAR que forneceu um retrato da relevância, amplitude e do caráter formador desse tipo de fomento, e publicado o livro Caracterização do Estado da Arte em Biotecnologia Marinha no Brasil, compreendendo um diagnóstico preliminar sobre o tema no país.
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O
BIOMAR tem por objetivo promover
e fomentar o estudo e a exploração sustentável
do potencial biotecnológico da biodiversidade
marinha existente nas AJB e em outras áreas de
interesse nacional, visando ao desenvolvimento
científico, tecnológico e econômico do País.
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. Ampliar para 30 o número de projetos integrados no âmbito de redes
de pesquisas multidisciplinares sobre o potencial biotecnológico da
biodiversidade marinha; e
. Criar um Projeto-Piloto de estímulo e suporte ao registro de patentes
e desenvolvimento de produtos.
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A identificação
e a aferição dos aspectos relacionados ao BIOMAR, feitas periodicamente, obedecerão o
seguinte:
| AFERIÇÃO |
UNIDADE
DE MEDIDA |
REFERÊNCIA |
| DATA |
ÍNDICE |
| Projetos integrados de pesquisa sobre o
potencial biotecnológico da biodiversidade
marinha.
Fonte: MCTI. |
UN |
2011 |
23 |
| Projeto Piloto de estímulo e suporte ao
registro de patentes e desenvolvimento
de produtos.
Fonte: MCTI. |
UN |
2011 |
0 |
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O
Comitê Executivo BIOMAR atua no âmbito da
Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do
Mar (SECIRM) e compõe-se de representantes das
seguintes instituições:
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- Ministérios:
da Ciência, Tecnologia e Inovação
(MCTI) - Coordenador, da Defesa (MD), das
Relações Exteriores (MRE), das Minas e Energia (MME),
da Educação (MEC), do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior (MDIC), do Meio Ambiente (MMA),
da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Saúde (MS).
- Entidades
Governamentais: Marinha do Brasil (MB), por
meio do Estado Maior da Armada (EMA), Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (IBAMA), Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),
Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio), Secretaria da Comissão
Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM)
e PETROBRÁS.
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No desenvolvimento das atividades necessárias
para alcançar os seus objetivos, o BIOMAR tem
optado, entre outras, por:
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-
Diagnosticar e fortalecer a capacidade de
pesquisa, desenvolvimento e inovação em
biotecnologia marinha no Brasil;
-
Estabelecer mecanismos de suporte à pesquisa
científica relacionada à biotecnologia marinha;
-
Ampliar o conhecimento científico sobre a
biodiversidade marinha com potencial biotecnológico;
e
-
Estimular a geração de processos e produtos
inovadores.
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As atividades do BIOMAR vêm se consolidando
gradativamente, o que demonstra interesse do
governo, da comunidade científica e da indústria
em participar do desenvolvimento da Biotecnologia
da Biodiversidade Marinha que, certamente, será
um dos focos principais do avanço tecnológico do
país no futuro próximo.
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São inúmeros os benefícios para a
Sociedade derivados da biodiversidade marinha,
desde fontes de novos fármacos e produtos
industriais, insumos para uso na agricultura e na
aquicultura e outros que podem ser utilizados na
produção de combustíveis.
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Alem disso, é um
mercado promissor para as indústrias que já
atuam nessa área pela diversidade de
possibilidades de produtos gerados a partir de
organismos marinhos.
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Os
progressos realizados, recentemente, no campo da
biotecnologia marinha apontam a capacidade de
produção do material genético contido nas
plantas, nos animais e nos microorganismos para a
aquicultura, saúde, agricultura e a
sustentabilidade do meio ambiente, indicando ser
necessário o fortalecimento de pesquisas que
identifiquem novos processos e produtos com
potencial comercial.
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