A Vertente Econômica
Riquezas da Amazônia Azul

Apesar de ser lugar-comum afirmar que mais de 95% do comércio
exterior brasileiro é realizado por via marítima,
poucos se dão conta da magnitude que isso significa.
O comércio exterior, soma das importações
e exportações, totalizou, de janeiro a outubro
de 2005, um montante na ordem de US$ 160 bilhões.
O petróleo e o gás natural são outras
grandes riquezas da nossa Amazônia Azul. No limiar
da auto-suficiência, o Brasil prospecta, no mar, mais
de 80% do seu petróleo. Em números, são
1,6 milhões de barris por dia que, no ano, somam
US$ 35 bilhões. Quanto ao gás natural, os
grandes depósitos descobertos na bacia de Santos
e no litoral do Espírito Santo viabilizam a consolidação
do produto no mercado brasileiro do “combustível
do século XXI”.
 A atividade pesqueira é outra potencialidade da
Amazônia Azul. No mundo, o pescado representa valiosa
fonte de alimento e de geração de empregos.
Em termos de futuro, estima-se que, até 2020, a produção
pesqueira mundial cresça 40%, saindo das atuais 100
milhões de toneladas, para 140 milhões. No
Brasil, a aquicultura é o principal macro-vetor
da produção pesqueira, com o cultivo de espécies
em fazendas no litoral e em águas interiores.
Os recursos minerais marinhos constituem-se num grande
filão econômico. Países como o Japão,
França, Inglaterra, Estados Unidos, Holanda e Dinamarca
destacam-se na exploração de granulados (cascalhos,
areias e argilas), usados principalmente na construção
civil e na fabricação de cerâmicas.
Depósitos de minerais pesados, derivados da erosão
de rochas continentais, como ouro, platina, magnetita, óxidos
de titânio e mesmo diamantes, são explorados
em diversas partes do mundo. Tailândia, Malásia
e Indonésia, por exemplo, exploram os depósitos
de cassiterita em suas plataformas continentais há
mais de um século. Japão e Nova Zelândia
extraem magnetita do mar. No Alasca e no Oregon (EUA), a
exploração do ouro é feita nas praias.
Existem, ainda, potencialidades menos tangíveis,
como os nódulos polimetálicos no leito do
mar. Eles são, basicamente, concentrações
de óxidos de ferro e manganês, com significativas
concentrações de outros elementos metálicos,
economicamente importantes, como níquel, cobre e
cobalto. Conhecidos desde o século XIX, sua exploração
é ainda economicamente inviável. No entanto,
considerando-se o exemplo do mineral mais explorado nos
oceanos, o petróleo, que aplica a mais sofisticada
tecnologia e apresenta os mais altos custos da indústria
extrativista de bens minerais do mundo, a exploração
dos nódulos polimetálicos tem amplas perspectivas
de se viabilizar no futuro.
Não apenas o extrativismo mineral,
mas o segmento lazer tem elevado potencial de fomento no Brasil.
A vasta e diversificada costa brasileira, aliando beleza e
bom clima em quase toda a sua extensão, é um
verdadeiro paraíso para os esportes náuticos.
A diversidade cultural soma-se a esses fatores como importante
atrativo para o turismo marítimo. |