Primeiros atendimentos no Hospital de Campanha da
Marinha no Chile

 

A Marinha do Brasil iniciou atendimentos médicos em seu Hospital de Campanha (HCamp), no último dia 6, para prestar apoio às vítimas do terremoto no Chile. Com o objetivo de minimizar o sofrimento que assolou aquele país, o HCamp totalizou até ontem (7 de março), 310 atendimentos, sendo 205 para adultos e 105 pediátricos, além de 68 procedimentos médicos.

O Ministro da Saúde do Chile, Dr. Álvaro Erazo, acompanhado por autoridades sanitárias locais, visitou todas as instalações do Hcamp, aproveitando a oportunidade para expressar os agradecimentos ao Brasil pela pronta ajuda determinada pelo Presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva.

O efetivo da Marinha do Brasil empregado na operação é de 102  militares, sendo 48 da área de saúde e 54 para o apoio, incluindo o destacamento de segurança constituído por Fuzileiros Navais.

Devido a estrutura e capacitação do HCamp, o governo do Japão enviou especialistas em medicina de catástrofes com o propósito de conhecer os procedimentos médicos da Marinha do Brasil e assim poder enviar, também, um Hospital de Campanha para o Chile.

 
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Fique por dentro
A Marinha do Brasil enviou ao Chile, no dia 3 de março, um HCamp, para prestar apoio às vítimas do terremoto. Para tanto, foi constituída uma Unidade Médica, de acordo com os padrões da ONU, sob a responsabilidade de um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais (GptOpFuzNav), contando com meios da Força de Fuzileiros da Esquadra e a participação da Unidade Médica Expedicionária da Marinha.

O efetivo da Marinha do Brasil empregado é de 102 militares, sendo 48 da área de saúde. O HCamp tem capacidade de realizar até 400 atendimentos por dia.

As seguintes atividades poderão ser realizadas:

    primeiros socorros e tratamento doenças comuns e infecciosas;

    capacidade para três a quatro cirurgias por dia (com anestesia), do tipo laparotomia, apendicectomia, toracocentese, debridamento de feridas, fixação de fraturas e amputações;

    ressuscitações emergenciais, tais como manutenção das vias aéreas, respiração e circulação, terapia intensiva (dois leitos), controle de hemorragias, tratamento de choque e outros tratamentos emergenciais para o salvamento de vidas;

    estabilização e evacuação, caso necessário, para o próximo nível de atendimento;

    internação de até 18 pacientes por um período máximo de 48 horas para monitorização e tratamento;

    até 40 exames radiológicos básicos e de ultra-som por dia;

    manutenção do nível de estoque adequado de suprimentos médicos, de forma a ser auto-suficiente por até 60 dias; e

    manutenção de equipe médica avançada, composta por um médico e dois enfermeiros capacitados em atendimento pré-hospitalar.