Uma Década Marcante - Os Anos 70
A década dos anos 70 foi particularmente marcante para a história da Força de Submarinos. Foram adquiridos, juntos ao governo norte-americano, sete submarinos da classe "GUPPY" (Greater Underwater Propulsion Power) e um Navio de Salvamento de Submarinos; posteriormente, na Inglaterra, foram construídos três submarinos da classe "OBERON".
As unidades incorporadas à Força de Submarinos e seus respectivos Comandantes foram:
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Classe GUPPY
- S. GUANABARA (S-10) - Capitão-de-Fragata NELSON ANTONIO FERNANDES
- S. RIO GRANDE DO SUL (S-11) - Capitão-de-Fragata JOÂO GERALDO MATTA DE ARAÚJO
- S. BAHIA (S-12) - Capitão-de-Fragata ANTONIO CORDEIRO GERK
- S. RIO DE JANEIRO (S-13) - Capitão-de-Fragata ALOYSIO BASTOS VIANNA DA SILVA
- S. CEARÁ (S-14) - Capitão-de-Fragata JELCIAS BAPTISTA DA SILVA CASTRO
- S. GOIÁS (S-15) - Capitão-de-Fragata EDOARDO RUSSO
- S. AMAZONAS (S-16) - Capitão-de-Fragata FERNANDO LUIZ PINTO DA LUZ FURTADO DE MENDONÇA
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CLASSE OBERON
- S. HUMAITÁ (S-20) - Capitão-de-Fragata GUENTER HENRIQUE UNGERER
- S. TONELERO (S-21) - Capitão-de-Fragata MURILLO CARRAZEDO MARQUES DA COSTA
- S. RIACHUELO (S-22) - Capitão-de-Fragata JOSÉ LUIZ FEIO OBINO
Navio de Salvamento de Submarino Gastão Moutinho (K-10)
Capitão-de-Corveta Emanoel Medrado Vaz Santos
A grande novidade da época foi o sistema do esnorquel, que equipava os submarinos da classe "GUPPY". Este sistema permite recarregar as baterias e os grupos de ar comprimido, bem como renovar o ar ambiente, com o submarino em imersão, na cota periscópica. O submarino Rio Grande do Sul, primeiro da classe "GUPPY" a ser recebido, foi também, o primeiro submarino brasileiro a operar o esnorquel.
Os submarinos da classe "OBERON", de geração mais moderna que os "GUPPY", trouxeram importantes melhoramentos no campo da detecção acústica e eletromagnética, introduzindo uma gama de equipamentos eletrônicos altamente sofisticados, além de um Sistema de Direção de Tiro computadorizado, marcando o advento da informática nos nossos submarinos.
Esta década marcou, também, a introdução de novos procedimentos doutrinários do emprego operativo dos submarinos, contribuindo , sobremaneira, para a atualização profissional do pessoal submarinista da Marinha do Brasil.