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ÁREA DE OPERAÇÕES

        A principal área de operações da Flotilha do Amazonas engloba o eixo estratégico Amazonas-Solimões, a partir da cidade de Parintins, início das águas sob jurisdição do Comando do 9° Distrito Naval, até a fronteira Ocidental em Tabatinga, ambas no Estado do Amazonas, e seus principais tributários, cujas nascentes originam-se dos vizinhos Andinos e Caribenhos. Esta imensa malha fluvial, com mais de 20.000 milhas navegáveis abrange uma área de mais de 2.500.000 m2. A área secundária de operação da Flotilha do Amazonas situa-se na parte Oriental da Amazônia, nos Estados do Pará e Amapá.
        O decreto baixado por D. Pedro II, que permitiu a livre navegação do Rio Amazonas às nações amigas, teve como conseqüência direta a criação da Flotilha do Amazonas, em 1868 e com sede em Manaus, que visava garantir os interesses do Império brasileiro nessa já estratégica região. Após esse fato histórico, foram os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil relacionados com a saída Atlântica de países ribeirinhos, que condicionaram a efetiva presença da Marinha do Brasil na Amazônia Ocidental.
        Intimamente associado ao aspecto anterior, encontramos nas calhas fluviais as vias naturais de penetração de e para o território brasileiro, com a relevância que se faz necessário o trânsito em águas brasileiras de navios mercantes e de guerra, particularmente do Peru e Colômbia para alcançar pontos de seu próprio território.
        A importância estratégica desta área de operações reside fundamentalmente, no fato de possuir limites com a Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Guiana. Dessa forma, as vias fluviais se constituem em fator predominante, visto que pelos rios que compõem a bacia amazônica podem ser atingidos quase todos os países ribeirinhos.
        O Rio Javari, formata a fronteira entre o Brasil e o Peru. Para o exercício de patrulha fluvial de navios de guerra peruanos na sua margem esquerda, esses para alcançá-lo passam por águas jurisdicionais brasileiras.
        O Solimões, Iça e Japurá, são os rios de penetração no território colombiano, e os seus navios de guerra para atingirem Letícia, Tarapacá e La Pedrera, também navegam por águas brasileiras.
        Partindo do Solimões, o Rio Madeira é via natural de penetração para a Bolívia, pelo Rio Beni/Madre de Dios tendo um trecho não navegável de Porto Velho a Guajará-Mirim, e prossegue já como Rio Guaporé. Por ele também se pode alcançar Puerto Maldonado, no Peru.
        O Rio Negro permite atingir a fronteira com a Colômbia e Venezuela, dificultado, porém, pelas corredeiras à montante de São Gabriel da Cachoeira que limitam a navegação somente aos períodos de cheias.
        Entretanto, é o grande eixo estratégico Amazonas-Solimões que permite uma navegação regular durante todo o ano para navios com até 10 metros de calado atingir Manaus, e com 4,5 metros demandar Tabatinga, constituindo-se na artéria vital do intenso tráfego fluvial da Amazônia Ocidental, onde são escoados cerca de 90% do fluxo de comércio de e para a Região. Alia-se a forte dependência da Região Norte do país de hidrocarbonetos extraídos da Bacia petrolífera de Urucu, cujo transporte se realiza, primordialmente, por via fluvial.
        Assim, se faz necessária uma diuturna presença dos Navios-Patrulha Fluvuais da Flotilha do Amazonas nos rios, cumprindo tarefas de Patrulha Fluvial e realizando ações de Inspeção Naval em suas respectivas Áreas de Operações, visando à garantia dos nossos interesses e à manutenção da soberania nacional nas fronteiras vivas da Amazônia Ocidental.
        Também, o Amazonas-Solimões e seus tributários constituem-se nas Áreas de Operações dos Navios de Assistência Hospitalar subordinados à Flotilha do Amazonas, carinhosamente chamados pelas populações ribeirinhas de "Navios da Esperança", por representarem geralmente o único contato dessas comunidades com médicos, dentistas, farmacêuticos e enfermeiros, todos do quadro de pessoal da Marinha, constituindo importante vetor de integração nacional.