Os Passeios Marítimos na Baía de Guanabara estão suspensos por tempo indeterminado.
Realizado a bordo do Rebocador Laurindo Pitta pela Baía de Guanabara, este passeio é um dos mais belos do Rio de Janeiro, permitindo ao visitante conhecer
os principais pontos turísticos e históricos da cidade. Veja o Roteiro:

1. Espaço Cultural da Marinha / 2. Estação das Barcas / 3. Aeroporto Santos Dumont
4. Escola Naval / 5. Aterro do Flamengo / 6. Pão de Açúcar / 7. Fortaleza de São João
8. Ilha da Laje / 9. Fortaleza de Santa Cruz / 10. Museu de Arte Contemporânea
11. Ilha de Boa Viagem / 12. Niterói / 13. Diretoria de Hidrografia e Navegação
14. Ponte Rio-Niterói / 15. Ilha das Enxadas / 16. Ilha Fiscal / 17. Ilha das Cobras

 

 

 

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Espaço Cultural da Marinha

Foi criado em 20 de janeiro de 1996, nas antigas Docas da Alfândega. Apresenta quatro módulos expositivos – Galeota D. João VI, História da Navegação, Arqueologia Subaquática e Coleção Alves Câmara (embarcações regionais)– e uma sala de Exposições Temporárias.

Atracados ao cais, estão o Navio-Museu Bauru, contratorpedeiro-escolta que participou da Segunda Guerra Mundial, e o Submarino-Museu Riachuelo.

O Espaço Cultural da Marinha situa-se na Av. Alfred Agache, s/n, Centro. Aberto à visitação de terça a domingo, das 12 às 17 horas. Entrada gratuita.
Mais informações: (021) 2233-9165 – 2104-6721

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Estação das Barcas Rio–Niterói

A estação das Barcas, na Praça XV, foi inaugurada em 1906. Botes, faluas e saveiros, impulsionados por escravos, eram os meios de transporte marítimo no Rio de Janeiro do início do século XIX.

O transporte regular aquaviário na Baía de Guanabara foi iniciado em 1835, com a criação da Companhia de Navegação de Nichteroy, empresa privada que fazia o transporte de passageiros entre Rio e Niterói utilizando três embarcações.

Em 12 de fevereiro de 1998, foi transferida para a iniciativa privada, passando a ser administrada pelo Consórcio Barcas S.A. Atualmente, faz o transporte Rio–Niterói, Rio–Ribeira, Rio–Paquetá e um passeio turístico pela Baía de Guanabara.

 

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Aeroporto Santos-Dumont

É o primeiro aeroporto civil do Brasil, inaugurado em 1936. No Rio de Janeiro, a aviação comercial empregando hidroaviões utilizava o atracadouro da Ponta do Calabouço. A aviação de pouso e decolagem terrestre, ainda insipiente, aproveitava o Campo de Manguinhos.

Capital Federal, o Rio de Janeiro exigia um aeroporto condizente com suas necessidades e a área escolhida para construí-lo foi o próprio Calabouço. As obras começaram em 1934, constituindo-se basicamente na construção de uma muralha de contenção e o lançamento de mais de 2,7 milhões de metros cúbicos de areia na área conquistada ao mar. Hidroaviões continuavam a operar normalmente no local e no terrapleno antes mesmo de estar concluído.
A Estação de Passageiros de Hidroaviões foi inaugurada em 1938. Em 1947, começam a ser utilizadas as novas dependências terrestres da Estação de Passageiros.

Em fevereiro de 1998, um incêndio destruiu parcialmente o prédio do Aeroporto Santos-Dumont. Hoje é utilizado para vôos regionais, principalmente para a ponte aérea Rio–São Paulo.


 

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Escola Naval

É a mais antiga instituição de ensino de nível superior do Brasil. Foi criada em 1782, em Lisboa, Portugal, por Carta Régia da Rainha D. Maria I, sob a denominação de Academia Real de Guardas-Marinha.

Com a vinda da Família Real para o Brasil, a Academia desembarcou no Rio de Janeiro em 1808, trazida a bordo da nau Conde D. Henrique. Instalada primeiramente no Mosteiro de São Bento, lá permaneceu até 1832, e a partir daí sofreu inúmeras mudanças de instalações, tendo funcionado inclusive a bordo de navios.

Finalmente, em 1938, a Escola Naval veio fixar-se na Ilha de Villegagnon, onde é composta de edifícios com salas de aula, dormitórios, refeitórios, biblioteca, laboratório, quadras esportivas, piscina, museu, planetário e três navios de instrução.

Um espetáculo imperdível é a troca da guarda promovida pelas três Forças Armadas, sempre no primeiro domingo de cada mês, no Monumento dos Pracinhas. Também aos domingos e feriados, o Aterro e suas pistas de rolamento ficam inteiramente liberados ao público.


 

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Aterro do Flamengo

Com seus 1.200.000m² de área verde à beira-mar, o Aterro do Flamengo é o resultado de um dos mais belos e importantes projetos paisagísticos do artista Roberto Burle Max.

Do Aeroporto Santos Dumont à Enseada de Botafogo, o parque oferece as mais diversas atrações: Museu de Arte Moderna, Monumento aos Pracinhas, Marina da Glória, Museu Carmem Miranda e o Monumento a Estácio de Sá – fundador da cidade.

 

 

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Pão de Açúcar

Um dos cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro, mede 396 metros de altura e teve seu primeiro trecho (Praia Vermelha–Morro da Urca) inaugurado em 1912. O segundo trecho (Morro da Urca – Pão de Açúcar) foi concluído no ano seguinte.

Oferece uma visão deslumbrante da Baía de Guanabara, de Niterói, das praias do Leme e de Copacabana, do Morro do Corcovado e da cidade do Rio de Janeiro. Para se chegar até o alto do morro, utiliza-se um teleférico (bondinho) que transporta 75 passageiros.

Os portugueses deram este nome ao morro pela semelhança de seu formato com as formas cônicas de barro, existentes na Ilha da Madeira, utilizadas para moldar o açúcar, que era retirado e distribuído para consumo.


 

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Fortaleza de São João

Local da fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1565. Dez anos antes, os franceses haviam invadido o Rio de Janeiro e fundaram uma colônia na Ilha de Serigipe, onde hoje está a Escola Naval. Estácio de Sá chegou ao Rio com a missão de combater e expulsar os franceses, formalizando a fundação da cidade, entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, e erguendo uma fortificação na Ponta de São Teodósio.

Ampliada e reformada ao longo do tempo, entrou em serviço em 1618 com quatro baterias. Por ordem do Imperador D. Pedro II e diante das conseqüências que poderiam advir do rompimento das relações diplomáticas com a Inglaterra (Questão Christie), foi inteiramente reformada. A partir de 1920, o Forte passou a ter 17 casamatas e um grande paiol de munição. Ali funcionam atualmente a Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pessoal, Centro de Capacitação Física do Exército e Fortaleza de São João e a Escola Superior de Guerra. O portão da Fortaleza encontra-se tombado pelo Patrimônio Histórico.

 

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Ilha da Laje

Situada na entrada da Baía de Guanabara, a pequena ilha rochosa mede 100 x 60 metros. Em 1555, os invasores franceses denominaram-na Le Ratier (ratoeira ou armadilha), abandonando-a logo em seguida devido às tempestades e porque, na maré alta, fica abaixo do nível do mar, colocando em risco o armamento e a guarnição.

A primeira fortificação teve sua construção iniciada em 1644 e só concluída no governo do Marques do Lavradio (1769-1790). Foi destruída, em 1893, durante a Revolta da Armada. De 1896 a 1901, passou por obras de reconstrução e modernização. A partir de 1953, recebeu a denominação de Forte Almirante Tamandaré. Esteve em serviço até 1997, quando foi desativada.

 

 

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Fortaleza de Santa Cruz

Em 1555, Villegagnon colocou umas peças de artilharia em uma fortificação improvisada. Em 1557, os portugueses a ocuparam e a ampliaram, dando-lhe o nome de Bateria de Nossa Senhora da Guia. Em 1599, a fortaleza impediu a invasão de navios holandeses comandados por Oliver Van Noort.

Temendo novas invasões, no início do século XVII, recebeu 20 canhões e passou a ser chamada de Fortaleza de Santa Cruz. Em 1710, impediu a entrada dos navios do corsário francês Jean François Du Clerc. Em 1711, foi colocada uma corrente ligando-a à Fortaleza de São João, do outro lado da baía; mesmo assim, neste mesmo ano de 1711, por estar desguarnecida, não conseguiu impedir que outro corsário francês, Duguay Trouin, invadisse a cidade. Em 1863, tomou o aspecto atual com três andares em cantaria e duas ordens de casamatas e, entre 1730 e 1731, já possuía 135 canhões.

A Fortaleza de Santa Cruz sempre foi prisão política. Entre outros, estiveram prisioneiros: José Bonifácio de Andrade e Silva, André Artigas e Bento Gonçalves. Na fortaleza, existe a Capela de Santa Bárbara, do século XVIII. As celas ficam no nível mais baixo da fortaleza e diante delas ficavam os locais da forca e dos fuzilamentos. Os visitantes têm acesso às masmorras, à antiga área de fuzilamento e ao local da forca, além de áreas ao ar livre, de onde se tem vistas deslumbrantes da cidade do Rio de Janeiro.


 

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Museu de Arte Contemporânea

Projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, inaugurado em 1996, é considerado uma das sete maravilhas do mundo contemporâneo. Como que solta no ar, a edificação foi concebida plasticamente para integrar o panorama histórico da Baía de Guanabara, tendo de um lado o Pão de Açúcar e o Corcovado e, do outro, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. Da varanda do museu, os visitantes têm uma visão de 360 graus de uma das mais belas paisagens do mundo.

O museu, com seus 3.900 m² de área construída, emerge do solo como uma flor, um cálice, ou ali pousa como um pássaro – nas palavras de seu autor. O museu foi construído para abrigar as obras de arte do final do século XX pertencentes ao colecionador de artes Dr. João Sattamini. A exposição é composta de obras de artistas como Volpi, Iberê Camargo, Lygia Clark, Helio Oiticica, entre outros.


 

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Ilha da Boa Viagem

Já em 1586, era conhecida como Ilha da Boa Viagem, como indicação de ser um caminho seguro para os navegantes. A bateria marinha (popularmente conhecida como Forte da Boa Viagem) foi construída entre 1690 e 1702 para auxiliar o Forte de Gragoatá, situado nas imediações.

A ilha foi também um ponto de observação importante para a defesa do litoral, e o controle da navegação na Baía de Guanabara, até fins do século XIX. Sua beleza paisagística foi divulgada em várias partes do mundo pelos relatos e gravuras dos visitantes.

Em 1896, a Ilha da Boa Viagem passou a ser administrada pela Associação Protetora dos Homens do Mar (APHM), entidade beneficente vinculada ao Clube Naval do Rio de Janeiro, que executou um conjunto de obras para a melhoria das suas condições, dentre elas a recuperação da capela. Em 1937 o Ministro da Marinha concedeu o usufruto da ilha aos escoteiros do mar, convertendo-a em centro de instruções. Por volta de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, a Marinha do Brasil requisitou a ilha para sediar o Comando de Defesa do Porto do Rio de Janeiro.

Com o fim da Segunda Guerra, em 1945, a ilha voltou a ser utilizada pelos escoteiros do mar, que instalaram sua sede nesta casa e a chamaram de Castelo dos Escoteiros. Atualmente é ligada ao continente por uma língua de areia que dá passagem a pé na maré baixa e por uma ponte de concreto, construída em 1977. Tem ainda a guarita, o calabouço e a Capela do século XVII ainda exercendo suas funções religiosas.


 

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Niterói

Fundada em 22 de novembro de 1573, data em que o cacique Araribóia recebeu essas terras como recompensa por ter lutado ao lado dos portugueses contra os invasores franceses.

Em 1816, D. João VI, atraído pelos encantos da cidade, passa lá o seu aniversário. A aldeia foi então elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real de Praia Grande. Em 1835, ano em que foi inaugurada a linha de barcas que liga a cidade ao Rio de Janeiro, foi elevada à cidade, recebendo o nome de Niterói (palavra indígena que significa “água escondida”), capital da Província do Rio de Janeiro. A Cidade Sorriso, plantada entre a montanha e o mar, é privilegiada por praias de águas calmas, clima tropical e muitos pontos turísticos com paisagens deslumbrantes.


 

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Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN)

A Diretoria de Hidrografia e Navegação foi criada em 2 de fevereiro de 1876, sob a denominação de Repartição da Carta Marítima. Em 1914, teve ampliadas suas atribuições e, em conseqüência disto, transferida para a Ilha Fiscal quando deixou o casarão da rua Dom Manuel, que a abrigara por várias décadas. Em 1923, o nome da repartição é mudado para Diretoria de Navegação da Marinha e, em 1946, para o atual nome. Em 1983, veio para as suas atuais instalações na Ponta da Armação.

A DHN tem o propósito de apoiar a aplicação do Poder Naval, contribuir para a segurança da navegação na área marítima de interesse do Brasil e nas vias navegáveis interiores e, ainda, para projetos nacionais de pesquisa realizados em águas jurisdicionais brasileiras resultantes de compromissos internacionais.


 

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Ponte Rio–Niterói

Oficialmente conhecida como Ponte Presidente Costa e Silva, foi inaugurada em 4 de março de 1974. A ponte faz parte da Rodovia BR-101, que parte do nordeste do país e corre ao longo da costa em direção ao sul. Cruza a Baía de Guanabara ligando as cidades de Niterói e Rio de Janeiro, com um comprimento total de 13,29 km.

Depois de terminada a ponte, é possível percorrer 4.577 km de BR-101, desde Touros no Rio Grande do Norte até Rio Grande no Rio Grande do Sul, sem interrupções. Não é a ponte mais longa do mundo, mas está entre as sete maiores.


 

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Ilha das Enxadas

Situada ao norte da Ilha das Cobras, com 38 mil metros quadrados, é uma das mais conhecidas da baía. Em 1808, foi utilizada como hospital para os marinheiros ingleses que acompanharam a Família Real Portuguesa na sua viagem para o Brasil. Depois, abrigou, sucessivamente, depósito de carvão, depósito de construção naval, Escola de Aviação Naval, Escola Naval, Escola de Educação Física e, a partir de 1945, o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW).

Para explicar seu nome, existem duas versões: a primeira diz que é por ter sido nela abandonado um carregamento de enxadas destinado ao Rio da Prata; outra atribui o nome ao peixe-enxada, que havia em abundância nas proximidades da ilha. Atualmente funciona nesta ilha o CIAW, que é um centro destinado a formar oficiais da Marinha da área de Saúde, Engenharia, dos Quadros Técnico, Complementar e de Capelães Navais.


 

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Ilha Fiscal

Chamada de Ilha dos Ratos até 1882. Seu nome foi alterado para Ilha Fiscal, quando, após aplainada e aterrada, ali foi instalado um posto de fiscalização alfandegária. Neste período foi iniciada a construção do castelo de estilo gótico provençal, concluída em 1889.

Essa ilha entrou para a história em 9 de novembro de 1989, conseqüência da célebre recepção oferecida pelo presidente do Conselho de Ministros ao comandante e oficiais de navio chileno que visitava o Brasil. Foi a festa mais notável da época, que ficou conhecida como “O Último Baile do Império”. Diariamente, em três visitas guiadas, são mostrados o prédio, os salões, o torreão e as exposições permanentes.

Horário de visitação: de quinta-feira a domingo, às 13 horas – 14h30min – 16 horas (exceto nos segundos finais de semana de cada mês)
Agendamento para grupos: (021) 2233-9165 – 2104-6992
Venda de ingressos: no Espaço Cultural da Marinha, nos dias de visitação, de 12 às 16 horas
Preços: R$ 8,00 adultos e R$ 4,00 estudantes com carteira, crianças até 12 anos e maiores de 65 anos.


 

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Ilha das Cobras

A Marinha está presente na Ilha das Cobras, antiga Ilha da Madeira, desde a época em que se fazia o escoamento do ouro das Minas Gerais pelo Rio de Janeiro, por volta do século XVIII. A primeira fortificação da ilha ocorreu no século XVIII, construída pelo Governador Martim Afonso de Sá com o nome de Fortaleza de Santa Margarida. Depois foram feitas novas fortificações com o nome de Forte Santo Agostinho e Fortaleza Pau da Bandeira. Em 1761, o complexo formado pelas três fortificações recebeu a nomenclatura de Fortaleza de São José da Ilha das Cobras.

A Ilha tem um total de 320 mil metros quadrados de extensão e compreende as partes alta e baixa. A parte central e elevada da Ilha é ocupada pelo Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, pelo Hospital Central de Marinha, pelo Presídio Naval e pelo Museu do CFN. Os fuzileiros navais ocupam a Ilha desde 1809, quando ali se instalou a Brigada Real da Marinha, origem do Corpo de Fuzileiros Navais. A parte baixa é ocupada pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro desde a década de 1930.

O Arsenal é responsável pela construção e reforma de navios e submarinos. Na parte baixa, ainda encontramos o prédio da Ilha das Cobras, subordinado à Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM).

 
Ilha das Cobras Ilha Fiscal Ilha das Enxadas Ponte Rio-Niterói Diretoria de Hidrografia e Navegação Niterói Aterro do Flamengo Ilha de Boa Viagem Museu de Arte Contemporânea Fortaleza de Santa Cruz Ilha da Laje Fortaleza de São João Pão de Açúcar Espaço Cultural da Marinha Estação das Barcas Escola Naval Aterro do Flamengo Aeroporto Santos-Dumont