HISTÓRICO [1500-1822] . 1823-1914 . 1915-1945 . 1946-1983 . 1984-2002 . 2003-2007 | |
No ano de 1500, Juan de La Cosa desenha
carta de marear do trecho de nossa costa norte, com
aproximação considerável. Dois anos depois, no Planisfério
de Cantino (figura), o Brasil é representado pela primeira vez e, em
1508, preciosas informações sobre a navegação na costa
do Brasil figuram no Roteiro de Duarte Pacheco Pereira. | |
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No final do século XVII, evidencia-se a feição
científica da cartografia, com o advento de método para
determinação da longitude. O processo é utilizado no
Brasil, em meados do século XVIII, pelos padres jesuítas
Capacy e Soares. Este último levou a termo carta de terrafirme e da costa do Brasil, do Rio da Prata a Cabo Frio. Trata-se
da primeira carta de grande trecho da costa brasileira,
efetivamente científica. | |
![]() Planta da Baía da Guanabara (final do Séc.XVI) | Em 1710, é publicado o livro “A Arte de
Navegação” e “Roteiro”, de Manoel Pimentel, com
magníficos subsídios para a navegação no Brasil.
A assinatura do Tratado de Madri, em 1750, dá
ensejo à Expedição de Limites que traz à América do Sul
nomes famosos da ciência geográfica de Portugal e
Espanha, para trabalho conjunto de demarcação de
fronteiras. São realizadas, então, as famosas Partidas do Sul
e Partidas do Norte, que resultaram em vultosos e
magníficos trabalhos de cartografia. Cartas e planos
caracterizam a configuração das regiões do Prata, do
Paraná e do Paraguai; o Exemplo Topográfico vai
compreender o extenso trecho da Ilha de Santa Catarina até
o Cabo de Santa Maria, integrado em Atlas de 24 cartas e
planos; o mapa hidrográfico dos Rios Amazonas e Negro é
elaborado com embasamento de posições astronômicas
de precisão; é feita a carta das costas do Maranhão e Pará.
O Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, dá
origem a novas Partidas do Sul e do Norte. Inúmeros são os
trabalhos cartográficos realizados. São elaborados plano
topográfico do porto de Rio de Janeiro e cartas das costas
das regiões de Santa Catarina e Rio Grande; são feitas
importantes cartas do Alto Paraguai, do
Madeira e da Bacia Amazônica.
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Em 1792, D. João, por motivo de
saúde de D. Maria I, “assiste e provê ao
despacho de Sua Majestade”. Inicia-se a fase
da cartografia Joanina, responsável por
notórios exemplos de trabalhos ligados ao
Brasil: a Carta Plana da Costa do Brasil, de
Koeller; o Plano da entrada da Barra do Pará; a
carta do trecho Maranhão-Pará; a coleção de
cartas do Rio Amazonas, da foz do Tapajós à
foz do Negro. | |
Após o Descobrimento, expedições portuguesas levantaram a costa. | Carta do Brasil |
Cabe ressaltar, finalmente, que a produção cartográfica portuguesa dos quinhentos e seiscentos forma um conjunto de preciosas instruções náutica, descrições e toponímia, destinados à navegação, cujos contornos são o que de mais preciso era possível obter na época. | |
Planta Hidrográfica do Porto do Rio de Janeiro | Cartografia Portuguesa dos séculos XVIII e XIX Durante o século XVIII declinara a primeira política cartográfica de Portugal e do mundo: com a invenção do cronômetro e a solução do problema da determinação da longitude, passava a cartografia náutica por uma verdadeira revolução. |
O Plano Topográfico, Porto e Entrada do Rio de Janeiro e seus Oredores, por Francisco João Roscio, 1778, considerada a mais bela e precisa carta da baia de Guanabara; a Carta Reduzida do Oceano Atlântico, por José Fernandes Portugal, 1791, traçada em cores sobre pergaminho; a Planta Hidrográfica do Porto do Rio de Janeiro, feita por oficiais da Armada Real, sob a chefia do Capitão-Tenente Diogo Jorge de Brito, em 1810, que é o marca da chegada ao Brasil da mais apurada técnica hidrográfica. | |
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