[Levantamentos Hidrográficos]    Legislação . Perguntas e erros frequentes . Imagens . Fale Conosco
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  LEVANTAMENTOS HIDROGRÁFICOS

   O Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) é o órgão responsável pelo planejamento e pela validação dos dados resultantes dos Levantamentos Hidrográficos destinados à construção das cartas náuticas sob a responsabilidade da DHN e aqueles de interesse da Marinha.

  Além dos levantamentos executados pela Marinha, o Centro fiscaliza, por força de determinação legal, a execução dos levantamentos hidrográficos executados por entidades extra Marinha, visando, principalmente, manter as cartas náuticas brasileiras atualizadas.

    Novo: A portaria nº15/MB, de 17 de janeiro de 2011 revogou a portaria nº 121/MB, de 23 de abril de 2003. Sendo assim, ficam canceladas as INSTRUÇÕES PARA CONTROLE DOS LEVANTAMENTOS HIDROGRÁFICOS PELA MARINHA DO BRASIL.
As novas normas para controle dos Levantamentos Hidrográficos pela Marinha do Brasil estão definidas na NORMAM - 25.


Batimetria Multifeixe e Varredura Sonar

  Orientação para cadastro no CHM

  Para uma empresa se cadastrar no CHM deverá cumprir o estabelecido nas NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA PARA LEVANTAMENTOS HIDROGRÁFICOS - NORMAM-25 e encaminhar, via postal, os documentos listados nos anexos para o Centro de Hidrografia da Marinha, Divisão de Planejamento e Coordenação, Seção de Controle, situado na Rua Barão de Jaceguay, s/nº, Ponta d'Areia CEP: 24.048-900 - Niterói - RJ - Tel/Fax: (21) 2189-3235/2189-3237 (levantamentos@chm.mar.mil.br).

  

 

   Um Levantamento Hidrográfico (LH) visa a atualização ou construção de cartas náuticas por meio de informações produzidas após o processamento de dados topográficos, geodésicos, oceanográficos, maregráficos, fluviométricos, batimétricos, geomorfológicos, aerofotogramétricos e de sensoriamento remoto.

   
   --> Especificações da OHI para Levantamentos Hidrográficos - S44 (5ª Edição - 2008)

   Sondagem Batimétrica
   
   O método tradicional para se conhecer o relevo do fundo do mar é o laborioso processo de sondagem, no qual um navio ou embarcação sonda uma área seguindo linhas contínuas, uniformemente espaçadas, cujas sondagens indicam as profundidades de uma área e que representa o relevo submarino de uma faixa.

   As profundidades representadas numa carta náutica são reduzidas ao nível de redução da maré (nível que corresponde a média das baixa-mares de sizígia), para eliminar as variações das marés e garantir ao navegante que este não encontre nenhuma profundidade menor do que as representadas na carta náutica.


   Batimetria multifeixe

   A evolução do método tradicional de sondagem culminou com o surgimento do ecobatímetro multifeixe, o qual obtém as profundidades sobre uma faixa e não somente ao longo da linha de sondagem como no método tradicional, obtendo uma grande quantidade de profundidades, cobrindo o leito submarino e garantindo que todos os perigos sejam encontrados e delimitados, melhorando a qualidade das informações representadas na carta náutica.



Detalhe do Sonar de Varredura Lateral
(Side Scan Sonar)


   Varredura Sonar
 
   
A varredura sonar, realizada por meio de um equipamento rebocado (peixe), em conjunto com o ecobatímetro multifeixe, instalado no casco ou na borda de uma embarcação, contribui sobremaneira para a segurança da navegação em nossas águas, por permitir a realização de Levantamentos Hidrográficos de Ordem Especial, onde é garantida a cobertura total do fundo (100 %).

   De acordo com as especificações para Levantamentos Hidrográficos da Organização Hidrográfica Internacional (OHI), tais levantamentos geralmente são de aplicação restrita a áreas críticas específicas, de folga mínima sob a quilha e onde as características do fundo sejam potencialmente perigosas à navegação. Portos, atracadouros e canais críticos são exemplos dessas áreas, nas quais todas as fontes de erro devem obrigatoriamente ser minimizadas.



 

   Coleta de dados batimétricos

    Os dados de batimetria consistem de posição e profundidade. Nesse sentido são empregadas embarcações equipadas com receptores DGPS (medindo a posição), ecobatímetros (medindo a profundidade), sensores de atitude (medindo o movimento da embarcação nos três eixos). Imprescindível ao correto emprego dos ecobatímetros, a velocidade de propagação do som na água é determinada por sensores como o Digibar, mini-CTD e velocímetros.

   Em sondagens com ecobatímetros de tecnologia monofeixe (singlebeam) adota-se linhas de sondagem paralelas e perpendiculares às isóbatas e ao talvegue, garantindo desta forma o correto delineamento da feição do fundo do rio.

   Em face da dinâmica das alterações observadas na Amazônia, adota-se a seguinte especificação técnica para o afastamento entre as linhas de sondagem: não superior a 1 cm do dobro da escala das cartas náuticas.

    A relativa perenidade observada nas regiões costeiras e oceânicas define uma especificação técnica para o afastamento entre as linhas de sondagem diretamente relacionada à profundidade, sem relação com a escala de representação das cartas náuticas.

    Em sondagens com ecobatímetros de tecnologia multifeixe (multibeam) adota-se linhas de sondagem paralelas às isóbatas, ou seja, no sentido longitudinal do talvegue.

    O afastamento entre as linhas de sondagem é igual a metade da largura de varredura, implicando em uma superposição de 100% das linhas de sondagem e uma ensonificação do fundo do rio de 200%.

    Esse valor da superposição é o recomendado para um correto processamento dos dados coletados.
Nos trechos mais rasos o ecobatímetro multifeixe perde eficiência, sendo recomendado o emprego de embarcações menores com ecobatímetros monofeixe para a realização da sondagem.

   Após a realização da sondagem regular são realizadas sondagens de verificação. Nesse sentido são realizadas linhas de sondagem perpendiculares às da sondagem regular com a finalidade de confrontação e avaliação das sondagens.

  Em apoio à determinação das coordenadas das margens são realizadas linhas de contorno. Neste caso a embarcação de sondagem navega o mais próximo possível à margem, acompanhando, portanto, as suas alterações.

   Geomorfologia

   As cartas náuticas representam a natureza do fundo dos rios na forma de tenças. As tenças são importantes para o navegante avaliar a possibilidade do fundeio e do perigo em se navegar em áreas de fundo duro (pedras e rochas submersas).

   Nos LH são realizadas coletas de amostras de fundo para a determinação da sua natureza.

   As informações visuais e laboratoriais de tença são inseridas no SISGEO do Banco Nacional de Dados Oceanográficos (BNDO)
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   Topografia e Geodésia

   Nas cartas náuticas são representados paralelos e meridianos, faróis, faroletes, pontos notáveis em terra e no mar; que auxiliam a navegação. Os paralelos e meridianos constituem a rede geodésica das cartas náuticas, nas quais serão plotados todos os auxílios. A correta determinação das coordenadas desses auxílios é matéria da topografia e da geodésia.

   Para o estabelecimento da rede geodésica principal são definidos pontos de origem, cujas coordenadas são determinadas por meio de operações que utilizam o sistema GPS. Nas operações são realizados rastreios estáticos clássicos, apoiados pela Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC), seguidos de processamento em softwares dedicados a essa atividade.




Rastreio estático

     A partir dos pontos de origem são construídas ramificações da rede principal para a determinação das coordenadas dos auxílios à navegação, por meio da medição de poligonais, triangulações, radiações e rastreios GPS estáticos e cinemáticos.

    As coordenadas das margens, que são feições extremamente utilizadas pela navegação realizada pelos rios da Amazônia, podem ser determinadas nessa etapa do LH com o auxílio de imagens satélites ou aerofotogrametria.


   Maregrafia e Fluviometria

   As profundidades representadas nas cartas náuticas são sempre “reduzidas”. Isto significa dizer que as profundidades têm origem no plano de referência conhecido como nível de redução (NR) e não na superfície da água. Desta forma, as variações do nível das águas por influência das marés ou em decorrência dos períodos de cheias e vazantes dos rios são subtraídas.

Veja mais em Marés.


LEITURAS SELECIONADAS:

1 - "METODOLOGIA DE SUPORTE A DECISÃO PARA REALIZAÇÃO DE NOVOS LEVANTAMENTOS HIDROGRÁFICOS:
UMA SUGESTÃO BASEADA EM LÓGICA NEBULOSA" (169Kb)

2 - "ANÁLISE DA ACURÁCIA HORIZONTAL DO POSICIONAMENTO GPS DIFERENCIAL EMPREGADO
EM LEVANTAMENTOS HIDROGRÁFICOS A PARTIR DE SISTEMAS GPS, RTK E RTG" (1.28Mb)

 


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