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PREFÁCIO


APRESENTAÇÃO

Há muito que a nossa Marinha ressente-se da falta de um Manual de Navegação, para uso a bordo dos nossos navios, nos órgãos de ensino e adestramento e, também, para atender ao público externo, isto é, aos navegantes da nossa Marinha Mercante, de Longo Curso, Cabotagem e de Apoio Marítimo, e aos navegantes de pesca, esporte e recreio, que, cada vez mais, buscam na MB fontes de consulta sobre navegação.

Depois do livro do Comandante Evandro Santos, "Navegação Estimada" (1924) e dos trabalhos posteriores do Almirante Guilhobel (1930) e do Comandante Newton Tornaghi (1945). Pouco se editou sobre navegação em nossa Marinha.

Na Escola Naval, os instrutores que se sucederam prepararam várias apostilas, quase sempre de conteúdo muito bom, porém com uma notória deficiência de forma, de apresentação gráfica e com todos os inconvenientes que apresentam as publicações avulsas.

 

 

No final da década de 60 e início da década de 70, as folhas de informações sobre navegação astronômica foram consolidadas no livro "Navegação Astronômica", editado conjuntamente pela Escola Naval e DPC. Posteriormente, a própria EN publicou, em edições provisórias, os trabalhos NAV-1 e NAV-2, de autoria do CMG(RRm) Renato Tarquínio Bittencourt abrangendo, respectivamente, os conceitos básicos de navegação e navegação costeira, estimada e em águas restritas. Para navegação eletrônica (NAV-3), em 1983 foi obtida autorização para reproduzir um trecho do livro "A Prática da Navegação", do CLC Carlos R. Caminha Gomes, publicado pelo Sindicato de Oficiais de Náutica da Marinha Mercante. Entretanto, permaneceram as deficiências de impressão, de falta de unidade, de padronização e de coordenação entre os trabalhos supracitados. Além disso, tais trabalhos dificilmente são acessíveis ao público externo.

Todos estes fatores levaram ao consenso de que se fazia necessário para a Marinha dispor de um "Manual de Navegação", a exemplo do que fizeram outras nações, de igual ou menor porte que a nossa.

A Organização Hidrográfica Internacional (OHI) recomenda que os Serviços Hidrográficos dos Estados-membros publiquem Manuais Nacionais de Navegação, como mais uma medida para aumento da segurança da navegação. Ademais, o Regulamento da Diretoria de Hidrografia e Navegação prevê que cabem à DHN as tarefas de estabelecer normas e procedimentos para a navegação e produzir informações de interesse para a segurança da navegação. Assim sendo, não restam dúvidas de que a responsabilidade pela publicação do Manual de Navegação, no âmbito da MB, é da Diretoria de Hidrografia e Navegação

Desta forma, submeti ao Diretor de Hidrografia e Navegação, em junho de 1993, a idéia de a DHN publicar um Manual de Navegação, que me propus a organizar. O Manual consistiria, basicamente, na compilação dos trabalhos anteriormente mencionados, atualizados e enriquecidos com elementos obtidos das últimas edições das melhores obras disponíveis, como o AMERICAN PRACTICAL NAVIGATOR (BOWDITCH), o DUTTON'S NAVIGATION AND PILOTING, o ADMIRALTY MANUAL OF NAVIGATION, o MANUAL DE NAVEGAÇÃO DO INSTITUTO HIDROGRÁFICO DE PORTUGAL, o COURS D'ASTRONOMIE-NAVIGATION DE L'ÉCOLE NAVALE e o MANUAL DE NAVEGACIÓN DEL INSTITUTO HIDROGRÁFICO DE LA ARMADA DE CHILE, além de outros compêndios e publicações, alguns já editados pela própria DHN.

A forma proposta para o livro foi a de um Manual, isto é, uma obra contendo apenas as noções essenciais acerca dos assuntos, sem profundas considerações teóricas. Ademais, pretende-se que o Manual seja, tal como o BOWDITCH, um "epítome da navegação", ou seja, um resumo da doutrina e do saber acumulado de navegação na nossa Marinha.

A estrutura proposta para o Manual de Navegação divide-o em dois volumes, publicados sob o título de NAVEGAÇÃO: A CIÊNCIA E A ARTE, sendo:

VOL. I : NAVEGAÇÃO COSTEIRA, ESTIMADA E EM ÁGUAS RESTRITAS;

VOL. II: NAVEGAÇÃO ASTRONÔMICA, ELETRÔNICA E EM CONDIÇÕES ESPECIAIS (NAVEGAÇÃO FLUVIAL, NAVEGAÇÃO EM ÁREAS POLARES, NAVEGAÇÃO COM MAU TEMPO E NAVEGAÇÃO EM BALSAS SALVA-VIDAS), DERROTAS, NOÇÕES DE METEOROLOGIA E OCEANOGRAFIA PARA NAVEGANTES.

Espero que o 1º volume do Manual, ora editado, cobrindo as áreas de navegação costeira, estimada e em águas restritas, já possa ajudar os nossos navegantes, civis e militares, a condizerem com segurança seus navios e embarcações, desde o ponto de partida até o destino. O 2º volume, a ser em breve publicado, completará a estrutura deste que pretende ser, tal como os nossos faróis, cartas e publicações náuticas, um auxílio à navegação preciso e confiável. Agradeço a todos que contribuíram para tornar esta obra uma realidade.

Altineu Pires Miguens



ÍNDICE

1. O problema geral da navegação
2. Projeções cartográficas; a carta náutica | Parte B
3. Agulhas náuticas; conversão de rumos e marcações
4. A posição no mar; navegação costeira
5. Navegação estimada
6. Determinação da posição por marcações sucessivas
7. Emprego de linhas de posição de segurança
8. Uso dos dados táticos do navio na navegação em águas restritas
9. Equipe de navegação

10. Marés e correntes de maré; correntes oceânicas
11. Instrumentos náuticos
12. Publicações de auxílio à navegação
13. Auxílios visuais à navegação: faróis, faroletes, barcas-faróis, bóias, balizas e
       sistemas de balizamento

14. Navegação radar
15. Regulamento internacional para evitar abalroamento no mar
       Parte A1 | Parte A2 | Parte B1 | Parte B2

 


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