Principal           Fale Conosco          Mapa do Sítio        Adicionar aos Favoritos          Definir como Página Inicial   

   
     
Informações
     Histórico
     Missão
     Heráldica
     Organograma
     Banco de Imagens
     Jurisdição
     Comandantes
     SOAMAR
     Telefones Úteis
 
      Projetos Sociais
     Renascer
     Ametista
 
       Serviços
     Salvamar
     Patrulha Naval
     Inspeção Naval
     Sinalização Náutica
     Serviço Militar
 
      Facilidades
     Saúde
     Hotel Trânsito - Oficiais
     Hotel Trânsito - Praças
     Museu Naval
     Biblioteca Naval
     Panteão de Tamandaré
 
       Heróis do Rio Grande
     Tamandaré
     Marcílio Dias
     Felinto Perry
     Francisco Abreu
 
      Links Úteis
     Marinha do Brasil
    Portos e Costas
     Capitania dos Portos - RS
     Capitania dos Portos - SC
     Capitania dos Portos - PR
     Inativos e Pensionistas
    Ingresso na Marinha
     Previsão do Tempo
     Cartas Náuticas
     Tábua de Maré
     Marcílio Dias
        Praça distinto e emérito artilheiro, destacou-se nos ataques da esquadra brasileira a Paissandu (1864-1865). Embarcado na corveta Parnaiba, participou da batalha naval do Riachuelo (11 de junho de 1865), quando distinguiu-se por sua bravura tendo, no entanto, sido morto; no dia 13, foi sepultado nas águas do rio Paraná. Seu retrato é ostentado, hoje, nos alojamentos e cobertas dos navios, quartéis e estabelecimentos da Marinha brasileira.
       Marcílio nasceu na cidade do rio Grande (RS) em fins de 1843 ou início de 44 (a data exata é desconhecida). Aos 12 anos, aproximadamente, foi encaminhado para a Escola de Grumetes (Ilha de Villegaignom), onde iniciou sua carreira como aprendiz-marinheiro. 

        Em 1856 concluiu seus estudos nessa escola, embarcando na Corveta "Constituição" e logo após, no navio "Tocantins", que tinha Barroso como comandante. Em 15 de maio de 1861 recebe sua primeira promoção: Marinheiro de 2ª classe. Em 1863, já na Escola de Artilharia, recebe a classificação de "Praça Distinta". Em 1864 embarca na Corveta Parnaíba, em expedição ao Rio Prata. De volta é promovido a "Marinheiro de 1ª classe". Em 6 de dezembro desse mesmo ano (1864), quando Tamandaré inicia o cerco e ataque a Paissandu, Marcílio Dias tem seu batismo de fogo, em confronto com o exército de Aguirre, ditador uruguaio. O grito de "Vitória" dado por Marcílio Dias quando entra na torre da Matriz de Paissandu, e de lá acena, aos colegas, com a bandeira brasileira. 
Outra cruenta luta (11 de junho de 1865) ocorre na Corveta Parnaíba, durante a Batalha do Riachuelo. Marcílio Dias tinha aproximadamente 21 anos, e esse fato assim ocorreu, segundo o escritor Joaquim José de Macedo: "A Corveta foi abordada por três navios paraguaios. Um desses foi afundado, mas os outros dois continuaram atacando o Parnaíba. Os valentes artilheiros recebem a massa assaltante, no convés do navio. Marcílio Dias é o primeiro na avançada. O marinheiro de blusa rota e ensangüentada, a tez escura suando, começa a lançar golpeadas à direita e à esquerda. O gigante em fúria abre caminho entre os paraguaios, golpeando-os de morte. E ele avança mais, até ser cercado por quatro soldados inimigos. O bravo marinheiro avança e golpeia o primeiro, enfrenta o segundo, quando de repente escorrega no próprio sangue. Resvalando, abre os braços, para estabelecer o equilíbrio. Foi quando recebeu dois violentos golpes na cabeça e caiu".
     Depois dessa tragédia, a luta continuou na Corveta Parnaíba, quando Barroso, usando de inteligente estratégia, afunda um navio paraguaio e o outro trata de escapar. O Parnaíba estava salvo e o Brasil vitorioso, enquanto Marcílio agonizava no convés sem dar um único gemido!
Hoje, o povo rio-grandino homenageia seu grande herói na Praça Marinha do Brasil (ex-Praça da Bandeira), em magnífica escultura em bronze, inaugurada em 19 de novembro de 1940 (Dia da Bandeira Nacional).
Esta página é melhor visualizada na configuração de vídeo 800X600
© 2007 - Comando do 5º Distrito Naval - Todos os Direitos Reservados