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distinto e emérito artilheiro, destacou-se nos ataques
da esquadra brasileira a Paissandu (1864-1865). Embarcado
na corveta Parnaiba, participou da batalha naval do
Riachuelo (11 de junho de 1865), quando distinguiu-se
por sua bravura tendo, no entanto, sido morto; no dia
13, foi sepultado nas águas do rio Paraná. Seu retrato
é ostentado, hoje, nos alojamentos e cobertas dos navios,
quartéis e estabelecimentos da Marinha brasileira.
Marcílio nasceu
na cidade do rio Grande (RS) em fins de 1843 ou início
de 44 (a data exata é desconhecida). Aos 12 anos, aproximadamente,
foi encaminhado para a Escola de Grumetes (Ilha de Villegaignom),
onde iniciou sua carreira como aprendiz-marinheiro.
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Em
1856 concluiu seus estudos nessa escola, embarcando
na Corveta "Constituição" e logo após, no navio "Tocantins",
que tinha Barroso como comandante. Em 15 de maio de
1861 recebe sua primeira promoção: Marinheiro de 2ª
classe. Em 1863, já na Escola de Artilharia, recebe
a classificação de "Praça Distinta". Em 1864 embarca
na Corveta Parnaíba, em expedição ao Rio Prata. De volta
é promovido a "Marinheiro de 1ª classe". Em 6 de dezembro
desse mesmo ano (1864), quando Tamandaré inicia o cerco
e ataque a Paissandu, Marcílio Dias tem seu batismo
de fogo, em confronto com o exército de Aguirre, ditador
uruguaio. O grito de "Vitória" dado por Marcílio Dias
quando entra na torre da Matriz de Paissandu, e de lá
acena, aos colegas, com a bandeira brasileira.
Outra cruenta luta (11 de junho de 1865) ocorre na Corveta
Parnaíba, durante a Batalha do Riachuelo. Marcílio Dias
tinha aproximadamente 21 anos, e esse fato assim ocorreu,
segundo o escritor Joaquim José de Macedo: "A Corveta
foi abordada por três navios paraguaios. Um desses foi
afundado, mas os outros dois continuaram atacando o
Parnaíba. Os valentes artilheiros recebem a massa assaltante,
no convés do navio. Marcílio Dias é o primeiro na avançada.
O marinheiro de blusa rota e ensangüentada, a tez escura
suando, começa a lançar golpeadas à direita e à esquerda.
O gigante em fúria abre caminho entre os paraguaios,
golpeando-os de morte. E ele avança mais, até ser cercado
por quatro soldados inimigos. O bravo marinheiro avança
e golpeia o primeiro, enfrenta o segundo, quando de
repente escorrega no próprio sangue. Resvalando, abre
os braços, para estabelecer o equilíbrio. Foi quando
recebeu dois violentos golpes na cabeça e caiu".
Depois dessa tragédia,
a luta continuou na Corveta Parnaíba, quando Barroso,
usando de inteligente estratégia, afunda um navio paraguaio
e o outro trata de escapar. O Parnaíba estava salvo
e o Brasil vitorioso, enquanto Marcílio agonizava no
convés sem dar um único gemido!
Hoje, o povo rio-grandino homenageia seu grande herói
na Praça Marinha do Brasil (ex-Praça da Bandeira), em
magnífica escultura em bronze, inaugurada em 19 de novembro
de 1940 (Dia da Bandeira Nacional). |