Viscondessa
Maria Eufrásia Marques Lisboa
Filha do Conselheiro José Antônio
Lisboa e Dona Maria Eufrásia Lisboa. Casou-se no Rio
de Janeiro, na igreja da Glória, em 19 de fevereiro
de 1838 (assento registrado somente em 15 de outubro
1853), com o Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marques
de Tamandaré.
Dona Maria Eufrásia era sobrinha
do Almirante Tamandaré, sendo a filha de sua irmã
mais velha. Dessa união nasceram 6 filhos: Joaquim
Marques Lisboa, 1839, falecido no mesmo ano com 45
dias de idade; Francisco Marques Lisboa, 1841, faleceu
menor; Maria Isabel Marques Lisboa, 1846-1926; Eufrásia
Marques Lisboa, 1847-1915; Francisco de Borja Marques
Lisboa, 1849-1885; Francisco Marques Lisboa, 1853-.
Enquanto o Almirante Tamandaré
permanecia absorto no cumprimento de sua missão a
frente da esquadra no rio Paraguai (Guerra da Tríplice
Aliança) a Viscondessa na corte entregava-se, com
empenho e carinho, ao mister de abrigar todos aqueles,
que, pelos sofrimentos recebidos nos campo de batalha
precisavam de amparo e agasalhos. Depois da Batalha
do Riachuelo, o número de ex-combatentes inválidos
chegados à corte foi tomando proporções avultadas,
surgindo a necessidade de ser criado um asilo, onde
pudessem ser tratados.
Diante das dificuldades com que
se defrontava o país, fazia-se necessário, para levar
a cabo a criação desta obra, a cooperação de Instituições
civis e pessoas de boa vontade. Foi então, com este
objetivo, que a Viscondessa lembrou-se de organizar
leilões de prendas obtidas das famílias de sua relações,
do comércio e de muitas outras pessoas que dispuseram-se
a ajudá-la naquele carinhoso e patriótico fim.
Ao primeiro leilão compareceu um
grande número de pessoas dotadas de recursos, que
muito contribuíram para o êxito de sua nobre missão.
Em certa ocasião, quando estava sendo homenageada
com um buque de rosas, o perfume de uma rosa feriu
a mucosa do nariz, formando-se um botão. Degenerou-se
em um mal crônico, que os especialistas nacionais
e europeus não conseguiram debelar, forçando-a a uma
intervenção cirúrgica.
Tamandaré acompanhou à Viscondessa
para tratamento na França, tendo ela com os filhos
resididos hora em casa do irmão, o diplomata Miguel
Maria Lisboa, mais tarde Barão de Japurá, ora em casa
do tio e cunhado, o Diplomata José Marques Lisboa,
representante do Brasil na França e na Suíça.
Veio a falecer em 1º de agosto
de 1869 no Rio de Janeiro.