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A Marinha Mercante
A Marinha Mercante tem contribuído de forma marcante para o progresso da humanidade. Sua participação na história dos povos remonta à época em que o homem, aventureiro e ávido por aumentar suas trocas comerciais, procurou nos mares a via capaz de superar as barreiras que o limitavam. A partir de então, a conquista dos mares tornou-se essencial para o desenvolvimento das nações que sobre eles se debruçam.

Para o Brasil, que ocupa posição geográfica privilegiada, com extensa faixa de terra banhada pelo mar, o domínio do mar ou, mais precisamente, o domínio das comunicações marítimas é indispensável. Os modernos navios mercantes necessitam de tripulações capacitadas a operá-los, equipes de profissionais bem formados, treinados e disciplinados.

O conhecimento de outros países e o contato direto com outros povos e culturas contribuirão para que o jovem, na Marinha Mercante, amplie o seu universo humanístico e cultural. Ao embarcar, o Oficial, em suas tarefas diárias de bordo, entrará em contato com tecnologias avançadas, enriquecendo sua cultura técnica e permitindo-lhe alcançar a realização profissional. Viajando ou transmitindo para outros os conhecimentos adquiridos, os Oficiais da Marinha Mercante estarão, também, participando do esforço para consolidar a posição do Brasil no conceito das nações desenvolvidas. A carreira no mar é plena de realizações!

O CIAGA - EFOMM
Em outubro de 1892, em Belém do Pará (norte brasileiro), foram criados a Escola de Maquinistas e o Curso de Náutica, visando a formação de Oficiais para a Marinha Mercante Nacional. Tais instituições foram anexadas num só organismo em fevereiro de 1907, quando nasceu a Escola de Marinha Mercante do Pará (a qual existe até hoje).

Os jovens da época, que tinham dificuldade de ir até Belém para a sua iniciação, formavam-se no Rio de Janeiro, através de aulas particulares, ministradas por Oficiais da Marinha de Guerra, e de aulas práticas, a bordo de navios mercantes. Ao terminar o ano de 1939, a região sul foi beneficiada com a criação, pelo Decreto-Lei nº 1766 de 10 de novembro de 1939, da Escola de Marinha Mercante do Lloyd Brasileiro, no Rio de Janeiro. Localizada no centro da cidade, funcionou em um dos andares das instalações do Lloyd Brasileiro e seu primeiro Diretor foi o Almirante Graça Aranha, que também dirigia a empresa.

Com o advento da 2ª Guerra Mundial, os contingentes da Marinha de Guerra foram mobilizados para o adequado preparo das Forças Navais, causando necessidade de criação, em 10 de novembro de 1939, da Escola de Marinha Mercante do Lloyd Brasileiro, a qual passou a funcionar no prédio da empresa, tendo como seu primeiro Diretor o Almirante Graça Aranha.

Surge o CIAGA

Em junho de 1956 foi extinta a Escola do Lloyd e criada a Escola de Marinha Mercante do Ministério da Marinha, em dependências próprias, na Avenida Brasil, nº 9020, a beira mar, em terreno com área de 97.500m2.

Até 1964, para as embarcações de que dispunha a Marinha Mercante Nacional, a formação dos Oficiais foi bastante satisfatória, com o mercado de trabalho absorvendo, adequadamente, a oficialidade forjada na nova Escola. O crescimento da Marinha Mercante, a expansão da construção naval, os corredores de exportação e os terminais portuários especializados, provocaram conseqüências imediatas e irreversíveis no comércio marítimo e na economia da nação.

Para guarnecer os grandes e modernos navios que surgiram era necessário o preparo de homens capazes, dotados de conhecimentos adequados à manobra de navios e qualificados para acompanhar o desenvolvimento da tecnologia naval.

Por decisão do Governo brasileiro, a solução mais apropriada para a formação de pessoal capacitado coube à Marinha de Guerra, através da Diretoria de Portos e Costas, que passou a ser responsável pelo ensino técnico-profissional a todos os marítimos, inclusive o pessoal subalterno que até então não dispunha de uma escola para seu aprendizado.

A resposta para esse desafio foi a criação do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, o CIAGA, verdadeira Universidade do Mar, orgulho da nossa Comunidade Marítima, cuja construção foi iniciada em 1971 e concluída em 1973, sendo inaugurado no dia 12 de janeiro de 1973.

Em 1980, foi criado o Núcleo de Formação de Oficiais da Reserva da Marinha ( NFORM ), Órgão subordinado ao Comandante do CIAGA, com a principal tarefa de prover aos alunos da EFOMM a instrução necessária à capacitação para o exercício de funções de caráter militar.

Em 1988, o CIAGA foi eleito, pela Organização Marítima Internacional ( IMO ), Centro Regional da Universidade Marítima Mundial e, através de convênio com essa Organização, passou a receber, regularmente, alunos oriundos de outros países.

O CIAGA vem, desde então, através da EFOMM, formando Oficiais, atualizando-os e aperfeiçoando-os nas várias fases da carreira, além de ministrar um vasto programa de cursos especiais a todos os marítimos.

 


 

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