Gratidão a Marinha e gosto pelo esporte marcam a trajetória vitoriosa do Sargento Josimar Nascimento na equipe de Boxe do Brasil nos Jogos Mundiais Militares. Josimar que é Fuzileiro Naval, também trabalha como auxiliar técnico da equipe brasileira que acabou conquistando o lugar mais alto do pódio quatro vezes. Em entrevista, Josimar nos contou a alegria de ser um Fuzileiro Naval tendo a oportunidade também de trabalhar com esporte.
Ele treina boxe, mas nunca teve a oportunidade de competir. O auxiliar técnico do Brasil adora artes marciais. Ele escolheu o boxe por achar uma “tremenda” arte marcial. “Eu fico muito contente por ela (arte marcial) ter voltado à Marinha do Brasil. Pois a arte marcial começou na Marinha e agora voltou com força total”, conta o Sargento Josimar. E põe força total nisso. A equipe de Boxe auxiliada por Josimar garantiu quatro ouros para o Brasil na final da modalidade no sábado (23 de julho) no Ginásio Poliesportivo “Gorro de Fita”, localizado no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (CIAMPA). A equipe de pugilistas formada pelos Marinheiros Robenilson Jesus, Robson Conceição, Everton Lopes e Gidelson Oliveira é motivo de orgulho para Josimar. O fuzileiro trabalha há dois anos com estes pugilistas. “É um prazer trabalhar com esses garotos. O Gidelson treina com a gente o tempo todo. Vimos a evolução dele durante todo o treinamento, na parte física, na parte técnica, e a potência que hoje ele tem”. Ele considera a conquista um feito muito positivo, uma vez que nesta competição militar há medalhistas olímpicos onde, segundo ele, só credencia e aumenta os resultados obtidos.
O fuzileiro Josimar também é muito grato a Marinha por trabalhar com esporte. A idéia inicial dele era ser Soldado Fuzileiro Naval e as oportunidades foram aparecendo. Foi graças à Marinha que ele pôde cursar duas faculdades, educação física e fisioterapia, e assim começar o trabalho com esporte há nove anos. Para os atletas mais novos, Josimar faz questão de passar o que é militarismo. “No boxe o atleta tem que ter sangue, muito a ver com militarismo. Pois há combates, confrontos e é preciso coragem”. O auxiliar técnico ressaltou também que o trabalho dos atletas é de grande valia para as Forças Armadas e o esporte em geral. Em especial pela importância que os ídolos têm junto à sociedade. “Eles (os atletas) vão deixar um legado muito grande. Por isso da importância deles estarem mais disciplinados possíveis, sempre trabalhando da melhor forma e dando exemplos” destaca Josimar.
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