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Por dentro da Natação de Salvamento, a segunda prova do Pentatlo Naval

           Jéssica Castro
          (Colaboradora
)

        Para quem acompanha as provas de Pentatlo Naval, talvez seja difícil compreender como tudo funciona: as diferenças das provas masculinas e femininas, detalhes da pontuação, arbitragem. De modo geral, as provas simulam situações do dia-a-dia do combate naval. O Capitão-de-Corveta Marcelo Alex Silva Gonçalves, integrante do júri técnico, esclareceu como as coisas funcionam na Natação de Salvamento, a segunda prova das cinco existentes na modalidade.
       As provas feminina e masculina acontecem numa piscina de 25m de largura e 3m de profundidade. Os primeiros 15m o atleta deve percorrer submerso, o que segundo o Capitão Gonçalves simula uma situação em que existe fogo na superfície da água. Vencidos os primeiros 25m o atleta deve tocar na borda da piscina e retornar borda oposta em nado crawl. Na prova masculina esses primeiros 50m metros são percorridos com uma vestimenta que deve pesar no mínino 400g e deve ser retirada a cinco metros da borda no final deste percurso. O atleta só pode desabotoar o primeiro botão da roupa após tocar na borda da piscina. Daí para frente às provas se igualam, homens e mulheres têm de mergulhar 3 metros para resgatar um boneco, que tem aproximadamente a densidade de um corpo humano, e levá-lo a outra borda, percorrendo mais 25 m. Ao chegar, o atleta deverá encostar-se à borda com uma das mãos e ter preso na outra o boneco.         

 
 

       A pontuação é de acordo com o tempo. Existe uma tabela que determina quanto vale o tempo em relação aos pontos. Cada falta que o atleta comete tem uma penalização, como, por exemplo, quando ele queima os 15m submersos, é penalizado com 20 s de acréscimo ao tempo de finalização da prova do atleta. Cada segundo equivale à perda de cinco pontos. Para sinalizar a ultrapassagem dos 15m existe uma linha no fundo da piscina e uma sinalização sonora com um sino parcialmente submerso, audível em baixo da água.


   

        A arbitragem é composta por um cronometrista, um fiscal por linha e dois fiscais na linha dos 15 m. Ainda existem mergulhadores na piscina que auxiliam na verificação do cumprimento de algumas exigências da prova, como a retirada da roupa na prova masculina. Após a prova os atletas e treinadores têm 20 minutos para protestar um erro de arbitragem. “Uma queima nos 15 metros é um pouco subjetiva, porque a gente tem dois postos. Pode ser que numa filmagem a gente detecte que não houve”, explicou o Capitão.
                 

   
 
   
   
 
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