| |
|
|
| |
|
|
|
| |
Edinburgh Castle, 19 de agosto de 2011.
Por Capitão-de-Fragata (T) Cláudia Elisabete P. F. Nogueira |
| |
| |
Depois de quase três semanas acompanhando as apresentações diárias da nossa Banda Marcial do CFN no Royal Edinburgh Military Tattoo, finalmente fui convidada a assistir ao espetáculo inteiro, sentada confortavelmente numa poltrona da área VIP, acompanhada do CF (T) Ennes e de um providencial cobertor para espantar o frio do verão escocês. Era a oportunidade que tanto esperávamos de conseguir fotos excelentes, tiradas de um local privilegiado. E lá fui eu, munida de câmera fotográfica e um aperto no coração.
O evento começa com uma música vibrante, num ritmo cadenciado com tampas de lata de lixo. A platéia, na arquibancada sempre lotada, acompanha com palmas e aplaude bastante, ao final dessas boas vindas. Entra a fantástica banda de gaitas de fole e percussão, com centenas de gaiteiros tocando músicas inesquecíveis aos nossos ouvidos.
Muito feliz com as fotos que conseguia, fui acompanhando o desenrolar do espetáculo.
|
|
| |
 |
 |
| |
Até que o portão principal do Castelo se abre e lá está ela: nossa Banda Marcial. A emoção tomou conta de mim e, confesso, não fosse a preocupação de buscar o melhor ângulo, a melhor imagem, eu teria paralisado. Envoltos em fumaça, numa mágica moldura, apareciam os rapazes num passo cadenciado antes de explodir no ritmo bem brasileiro da música "Baianidade Nagô". A reação do público com a apresentação vibrante, diferente do que tinham visto até então, me aquece a alma. A performance continua com a música "Asa Branca" seguida da "Aquarela do Brasil". Nessa hora vemos um show à parte de samba descontraído dos fuzileiros navais e de seis dançarinas escocesas que dão o melhor de si para acompanhar esse ritmo tão diferente de seus costumes. O público aplaude efusivamente! Como última parte da apresentação, a Banda Marcial entra na formação de sua famosa âncora aos acordes do "Cisne Branco".
|
|
| |
|
|
| |
|
Foi o suficiente para que eu caísse em prantos. Um choro de agradecimento a Deus, aos músicos da Banda Marcial e ao CFN, casa que me acolhe desde sempre. Um choro de alívio pela pressão contida durante um longo ano de exaustivo trabalho, de noites e noites de insônia numa tentativa de não deixar escapar do planejamento as inúmeras tarefas e desafios que se agigantavam no meu caminho. Muito cansaço, mas inegável prazer de vivenciar a rotina da Companhia de Bandas durante esse tempo. A angústia do medo de errar foi substituída pela certeza do dever cumprido.
As pessoas que estavam ao nosso redor nos parabenizavam e eu mal podia agradecer. Foi ali, naquele momento, minha estréia no Royal Edinburgh Military Tattoo. E tive a certeza de que nada é em vão, muito menos os sonhos quando acreditamos neles e os transformamos em projeto de vida. Porque hoje, 19 de agosto de 2011, uns dos meus projetos de vida foi realizado: contribuí com a concretização do sonho de 89 rapazes, músicos de corpo e alma, que encantam toda gente.
|
|
| |
|
|
 |
| |
| |
|
|
|