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Do treinador aos atletas: uma geração de campeões do Pentatlo Naval

            Jéssica Castro
           (Colaborador
a)
 

        Os atletas brasileiros de Pentatlo Naval garantiram o terceiro lugar no pódio nas competições individual e por equipe, individual feminino com a MN Simone Lima e individual masculino com SG Max Santos. Mas quem pensa que ficar em terceiro lugar é pouco, com certeza não conhece o alto nível da competição e dos esportistas, vindo de dez delegações, oito europeias, uma africana e uma asiática. Os atletas se prepararam durante cerca de três anos para os Jogos. O técnico da equipe é o CMG Cyro Coelho, que já tem 30 anos no mundo dos esportes militares, passando sete anos deles como atleta de Pentatlo Naval. Dentre as conquistas está o campeonato mundial por equipes em 1986. Ele contou como foi da preparação dos brasileiros para os 5° Jogos Mundiais Militares do CISM.


   

        

        O treinamento é realizado nas instalações do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), na Penha, Rio de Janeiro. Durante o período de preparação para as competições, os atletas ficam destacados de seus quartéis, concentrando-se apenas no treino. A rotina de treinamento começa na segunda-feira, com a pista de obstáculos, entre corridas, escaladas e rodopios. A prova conta com um percurso de 305 metros com 10 obstáculos para os homens e 280 metros e nove obstáculos para as mulheres. O mesmo treino também ocorre na quinta-feira. As terças e sextas, habilidades navais, com atividades que envolvem nós de marinheiro, lançamento de retinida (peso unido a um cabo fino) e guindola – assento em madeira preso a um cabo para erguer o marinheiro a seis metros do chão. Na quarta-feira, apenas exercícios físicos pela manhã, depois os atletas são liberados. Todos os dias na parte da tarde, o treinamento concentra-se nas modalidades de natação de salvamento, que envolve nado submerso durante 15 metros da piscina e mergulho de três metros, e natação utilitária, com obstáculos e o uso de nadadeiras. Aos sábados, o treino de Cross Country Anfíbio ocorre apenas na parte da manhã, com arremesso de granada, tiro e remada com bote inflável. Encerradas as atividades, os atletas aproveitam para passar um tempo com a família e amigos. Em maio, eles participaram de torneios na Alemanha e Suécia que serviram como polimento final para os Jogos.

 
 

       A equipe masculina é formada por militares oriundos de quartéis, navios e unidades da Marinha, dentre eles três Fuzileiros Navais: O Sub Oficial Carlos Lourenço, os Cabos Alex Santana e Dilvan Tribuno, todos com histórico em atividades esportivas. Já a feminina é composta por atletas civis que se tornaram militares temporários, como a MN Simone Lima, ex-nadadora do Fluminense. Segundo os atletas, a relação entre os integrantes da equipe é como de uma família dentro e fora das competições.

 
 

       O resultado histórico do Pentatlo Naval nos 5° Jogos Mundiais Militares provocou um clima de missão cumprida entre a equipe brasileira, que deu o melhor de si durante toda a competição, passando por cima de dores e cansaço para superar seus limites e trazer bons resultados. “Queremos ver a Marinha como uma força que pratica atividades esportivas de alto nível. Espero que depois dessa competição, haja incentivo para a prática desta modalidade, para que surjam mais talentos pelo Brasil”, disse o técnico Comandante Coelho.

 
 
 
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