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5º JMM: Brasileiros ganham ouro no Boxe
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Colaboração: Tassia Menezes
Yasmim Alves |
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Quatro ouros para o Brasil, três para a China, dois para a França, um para a Holanda e outro para a Síria. Esse foi o resultado do quadro de medalhas no último dia de competições de boxe nos 5º Jogos Mundiais Militares, no sábado. O Brasil conquistou, à base da força, mas também de muita perseverança, ouro nas quatro lutas que disputou e ainda destacou-se como a melhor equipe.
Com pesos que variam de 49 kg a 95 kg, o Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (CIAMPA), em Campo Grande, foi palco de uma semana intensa de socos, sangue e dor. Sofrimento totalmente esquecido no alto do pódio.
O Marinheiro Robenilson Jesus foi o primeiro a sentir a emoção de ouvir em cima do pódio o Hino Nacional, após ficar frente a frente com o argelino Mohamed-Amine Ouadahi.
“Com a equipe da Marinha, nós boxeadores tivemos um treinamento muito forte. Aqui (Marinha do Brasil) é tudo muito mais rígido, com muito mais disciplina. É mais sério também. Hoje sou mais centrado”, declarou o boxeador, categoria até 56 kg.
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| MN Robenilson, uniforme azul, e Argelino Mohamed-amine Ouadahi em vermelho |
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Os Marinheiros Robson Conceição e Everton Lopes comemoraram o ouro no peso ligeiro e no meio-médio ligeiro depois de enfrentarem um tunisiano e um marroquino, respectivamente. Já Gidelson Oliveira, também da Marinha, aproveitou seus 95 quilos para derrotar o chinês Nijiati Yushan na categoria super pesado.
Os três primeiros brasileiros vieram com uma estratégia de luta mais fechada, apostando no contra-ataque a partir do erro dos adversários. Robenilson Jesus já havia competido nos Jogos Panamericanos de 2007, também no Rio de Janeiro. Dessa vez, ele conseguiu vencer em casa com uma vitoria de 12 a 8.
O MN Robson Conceição confiou na fé. Antes da luta começar ele fez pelo menos 10 orações e se benzeu em cada um dos quatro cantos do ringue. Deu certo e ele venceu por 13 pontos a 10.
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| MN Robson Conceição de azul e Alaa Shili de vermelho |
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Uma luta depois, o MN Everton Lopes utilizou o gingado baiano para confundir e surpreender o marroquino Aatanari Abdelhak. Com um jeito de lutar mais solto e sem atacar frequentemente, ele conseguiu a vitória por 13 a 6. A diferença de sete pontos foi a maior do dia. De acordo com ele, o que o fez vencer o marroquino foi a estratégia utilizada. “A estratégia só faz somar. Um pouquinho disso no boxe dificulta para o adversário. E foi o que aconteceu”, revela.
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| MN Everton Lopes, uniforme azul, e Aatanari Abdelhak de vermelho. |
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A luta do MN Gidelson Oliveira, que finalizou a competição, foi muito disputada. O primeiro round foi vencido pelo brasileiro por 5 a 3, mas o empate veio logo no round 2 para a angústia da torcida verde-amarela. Para piorar, o braço direito do lutador brasileiro havia sido machucado, o que fez com que Gidelson tivesse que usar o braço esquerdo para golpear, mesmo sendo destro. Em alguns momentos, o brasileiro ficou tonto e quase caiu com os golpes do chinês. Ainda assim, o boxeador conseguiu a vitória, com a ajuda de uma torcida que gritava pelo “Gil” até o último segundo dos nove minutos de luta.
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| MN Gidelson Oliveira em uniforme vermelho e Yushan Nijiati em azul |
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Na torcida pelos marinheiros lutadores, também estava o ex-campeão mundial e Deputado Federal baiano, Acelino Popó de Freitas. Ele prestigiou os boxeadores e confirmou a superioridade e o bom preparo técnico da equipe do Brasil. Para ele, as medalhas de ouro devem ser valorizadas pelos brasileiros. “Essas vitórias são muito importantes para o Brasil. Afinal, não é todo dia que se ganha um campeonato mundial”, afirmou orgulhoso. “Eu venho para apoiar esses garotos. Um evento grandioso como esse é fundamental para a carreira. Até porque, infelizmente, no Brasil as oportunidades para o esporte são poucas, não há muito reconhecimento para os atletas. E eles estão sendo sinônimos de força e de vontade” confessa o campeão brasileiro.
E foi essa equipe que conquistou a medalha de melhor equipe de boxe. Com as vitórias de Robenilson, Robson, Everton e Gidelson, a bandeira verde-amarela foi a que mais subiu ao pódio.
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