Na etapa complementar, o Brasil teve a primeira chance de abrir o placar aos 10 minutos, mas Alexandre demorou para chutar e a zaga interceptou. O time argelino fica nervoso e comete mais faltas no segundo tempo. Aos 17, o camisa 7 José foi derrubado e precisou sair do gramado. No lugar dele, entrou Eudes, camisa 14. O Brasil queimou sua última substituição trocando os jogadores de ataque. Saiu Fábio Augusto, com a 10, para a entrada de Ronaldo, camisa 9.
Com o empate, o jogo iria direto para as penalidades. E foi o que aconteceu. A primeira cobrança era argelina e o camisa 10 não desperdiçou.
Na primeira cobrança, o atacante Ronaldo jogou a bola na trave. A Argélia converteu o segundo e o Brasil também não desperdiçou. O terceito penâlti argelino entrou e quando o camisa 20 Da Souza foi bater, o goleiro da Argélia defendeu. A seleção africana converteu o último, tirando o sonho do ouro inédito da seleção brasileira.
“É muito triste. Lutamos muito pra chegar até aqui. São muitas dificuldades. Os treinamentos, o sol quente, o frio, viagens intensas, ficar longe da família. Dedicamos todo o nosso tempo, mas infelizmente não foi dessa vez”, desabafou aos prantos o jogador Coutinho.
“O trabalho valeu a pena. Na primeira competição nossa, em 2005, nós ficamos em 11º lugar. Em 2007, que foi o primeiro mundial que nós disputamos, na Índia, nós ficamos em 5º lugar. O objetivo esse ano era buscar uma medalha. Os times africanos, como a Argélia, são times experientes, que já estão acostumados com as decisões. Mas vida segue. A gente vai continuar trabalhando pra ver se consegue um resultado melhor na próxima partida”, contou o Fuzileiro Naval e veterano da equipe Luís Carlos da Conceição.
Apesar da invencibilidade na fase de grupos da competição, com 15 gols marcados e nenhum sofrido, o Brasil vai disputar a medalha de bronze com o Qatar, no sábado, às 16h, no Estádio Olímpico João Havelange. |