Ajudar na vitória e na derrota. Auxiliar Técnico. Essa é a função do primeiro-sargento (FN) Gilberto Teixeira na seleção brasileira militar de futebol. Após a derrota nos pênaltis para a Argélia por 4 a 1, pelos Jogos Mundiais Militares, o sereno auxiliar técnico de 48 anos só desejava descer até o vestuário para dar palavras de conforto aos seus "atletas".
Nem alto nem baixo, aparentemente SG (FN) Teixeira é uma pessoa normal, como outra qualquer. Mas para os jogadores da seleção e para os colegas de trabalho, o Primeiro Sargento, Fuzileiro Naval, faz diferença ao ocupar a posição em que está. Por mais que a função do auxiliar se resuma em aplicar treinamentos técnicos e táticos, Teixeira faz mais do que isso. Como o time é o mesmo há quase dois anos, a integração é grande, o que faz com que ele possa ajudar dentro e fora do campo. Para o Primeiro-Sargento (FN) L. Carlos, camisa 15 da seleção, trabalhar com Teixeira é um privilégio. “Ele está sempre preocupado com a parte emocional e tenta tirar o máximo de cada indivíduo. É um exemplo a ser seguido”, elogia o fuzileiro, que conhece Teixeira há mais de 15 anos.
Fuzileiro Naval há 29 anos, Teixeira gosta de futebol desde quando ainda era soldado. Para o auxiliar, jogar bola sempre foi uma paixão, que ele não abandonou em nenhum momento da vida. Quem o conhecia dizia que era um excelente jogador. Jogou, fez curso de treinador e em 2004 foi convidado a ser auxiliar técnico na seleção de futebol da Marinha, onde venceu a maioria das disputas. Por esse motivo, foi convidado a ser auxiliar técnico da seleção militar.
Um pouco calado e introvertido, Teixeira é muito apegado à família e às questões éticas. Casado com Edaete Teixeira há 25 anos e pai de quatro filhos, o auxiliar da seleção costumava levá-los aos treinos quando eram pequenos. Hoje, um deles, já mais velho, segue o mesmo rumo do pai. O Soldado (FN) Diego Teixeira também é Fuzileiro Naval e ajudou a seleção na preparação física durante os Jogos Militares. “Para mim foi excelente porque além de estar fazendo o que eu mais gosto, eu estava ajudando o meu pai”, afirma.
Assim como SD (FN) Diego teve o prazer de ajudar o pai, Teixeira se sente bem em poder ajudar a equipe para que a seleção seja um time unido. Em certos momentos, conversas e palavras de conforto podem auxiliar mais do que jogadas táticas. |