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5º JMM - Time brasileiro aproveita apoio da torcida e fica a vontade
   para se tornar ataque mais positivo da competição

                                      Alexandre Costa
                                      (Colaborador)


 

           
      Samba-rock, famílias e amigos unidos assistindo futebol à beira de uma praia na Urca. O clima familiar que aconteceu na EsEFEx durante a partida entre Brasil e Uruguai poderia fazer com que os menos avisados não achassem que ali estava acontecendo um jogo importante do torneio de futebol dos jogos Mundiais Militares.
      

 

        A torcida reagia a todo bom ataque do time brasileiro que atacava pelas pontas e antes dos 20 minutos logo abriu 3 x 0. Animados com a boa atuação, os torcedores cantaram e improvisaram uma "ola". Mas pelo menos um deles tinha motivos para não ficar eufórico, e, sim, apreensivo. Era Wellington da Silva, pai do lateral Tiago Philip. O PM reformado de Minas Gerais veio da capital mineira torcer pelo filho que sequer foi substituído nos três primeiros jogos do Brasil. "Acho que fico bem mais ansioso que ele. Falei com meu filho pouco antes dos jogos e ele estava tranquilo. Acho que a torcida também dá muito apoio a ele e para os demais jogadores,"comenta Wellington.
       Embora o ambiente fosse familiar, a organização não ficou devendo em relação a outras grandes competições. "Tá muito bom. Dá pra trazer as crianças, incentivar os pequenos a praticar esporte e a estrutura também é muito boa. Estou surpreendido com os jogos e com a abertura que foi impressionante,"afirma Cristiano Arruda que estava acompanhado do filho.
       Após os 3 gols, o Brasil passou a controlar o ritmo de jogo, principalmente com as participações do volante Luiz Carlos e do meia Dilton César. E, mesmo com um jogo mais cadenciado, marcou mais cinco vezes. Poderia ter sido mais, se não fossem as oportunidades perdidas pela equipe brasileira.
       Tiago Philip exaltou o apoio das pessoas presentes no local, além de seus familiares. "Jogar representando o país e os familiares, que também estão aqui, é sempre uma motivação a mais."
       Essa motivação a mais parece mesmo ter feito a diferença. O Brasil termina a fase de grupos com a melhor campanha. Três vitórias em três jogos. Quinze gols marcados e nenhum sofrido e o sentimento entre os atletas de que a partida contra o Uruguai foi a melhor feita entre os jogos já disputados no torneio.


 
 
 
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