A Marinha do Brasil sempre teve um papel importantíssimo no desenvolvimento do nosso país. Na formação de mão de obra especializada, especialmente, ela cumpriu um papel crucial em diversos campos da ciência e da técnica através da capacitação de seus oficiais e praças nas carreiras tecnológicas, como a da engenharia para a construção naval, propulsão, eletrônica, logística, física e química. Tudo isso, sempre com a proteção dos interesses do Brasil no mar, como seu objetivo maior.
Com o projeto de estabelecimento da Marinha da Namíbia andando satisfatoriamente, em 20 de maio de 2008, foi dado um novo passo na relação Brasil Namíbia no campo militar. Em uma reunião de coordenação entre Comandante-Geral de Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil e o Comandante da Marinha da Namíbia (CMN) foi nos solicitado o apoio necessário para a criação de um Corpo de Fuzileiro Navais da Namíbia (CFNN). Na ocasião, o Comandante da Marinha da Namíbia ressaltou que, em primeiro momento ele visualizava a fundação do Corpo Fuzileiro Navais da Namíbia com a envergadura uma Companhia para, posteriormente ampliar esse valor para um Batalhão de Infantaria de Fuzileiros de forma a assegurar sua auto sustentabilidade.
A Marinha da Namíbia planeja um crescimento em médio prazo para o Corpo de Fuzileiros Navais da Namíbia, onde se planeja a expansão gradativa do Batalhão de Infantaria de Fuzileiro Naval (BtlInfFuzNav) para os anos de 2010, até 2016.
Naquele momento, a disponibilidade de pessoal Fuzileiro Naval na Namíbia, formados pela Marinha do Brasil, na Escola Naval, no CIAA, no CIAMPA e no CIASC eram os seguintes: cinco oficiais (sendo necessários mais trinta oficiais), seis sargentos (no final de 2008 foram formados mais de dez sargentos), vinte cabos, e vinte e três soldados.
A Marinha do Brasil foi uma das três forças armadas estrangeiras selecionadas pelo Governo da Namíbia para a formação de suas forças armadas. Curiosamente, nenhum dos demais programas teve sucesso semelhante ao da formação da Marinha Namibiana.
Uma rara parceria geopolítica internacional entre o Governo Brasileiro e nossas forças armadas, que lutou contra importantes obstáculos internos e externos e evidenciou a competência e o tato da Marinha do Brasil na tarefa de formação da Marinha da Namíbia. Este exemplo serve de modelo para futuros acordos de teor semelhante com os outros países, localizados na Américas ou na África, mas agora não se bastando apenas ao campo naval, incluindo também os nossos Exército e Aeronáutica.
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