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             09/10
             Site Tribuna do Maranhão
             11:44h                  
             Ponta da Espera pode abrigar Divisão Anfíbia
 
 
 

     A região portuária da Ponta da Espera, inspecionada ontem (8) pelo almirante de esquadra fuzileiro naval, Álvaro Augusto Dias Monteiro, comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, apresenta as qualidades necessárias para abrigar a Segunda Divisão Anfíbia da corporação militar. As análises técnicas tiveram como objetivo verificar a viabilidade de instalação, em São Luís, de todos os destacamentos da base naval, que comportará a Segunda Esquadra da Marinha, prevista na Estratégia Nacional de Defesa (END), do governo federal.
     Além do Maranhão, o Estado do Ceará pleiteia o empreendimento, que deve equiparar-se à Primeira Esquadra Militar, situada no Rio de Janeiro. Segundo o almirante, a primeira rodada de discussões entre os integrantes que compõem o alto comando da Marinha - para a escolha da cidade-sede - deverá ocorrer na segunda quinzena deste mês. A expectativa é que até o mês de dezembro o Ministério da Defesa receba o relatório com a definição.
     De acordo com Álvaro Augusto Dias Monteiro, a região portuária que abrange Ponta da Espera e Ilha do Medo, tem grande chance de abrigar a Segunda Divisão Anfíbia, do Corpo de Fuzileiros Navais, por causa das potencialidades constatadas. “Percebemos que há uma espécie de vocação da área para abrigar o empreendimento, pois existem aspectos estratégicos, como uma localização ideal para defesa militar, e outros fatores específicos, como espaço geográfico, estrutura portuária e canal marítimo”, disse.
    
     Segundo o almirante, a base naval da Segunda Esquadra da Marinha levará vários benefícios ao Estado escolhido (Maranhão ou Ceará). Ele calcula que o empreendimento acomode estrutura para receber uma média de seis mil militares, o que significa um montante de cerca de 20 mil pessoas (familiares). A migração exigirá, contudo, investimento em moradias, escolas, infraestrutura sanitária, comércio, dentre outros. “No entanto, após a escolha definitiva, a cidade terá muito tempo para estruturar-se. A implementação de uma base deste suporte leva cerca de 20 ou 30 anos para ser instalada por completo. Os avanços, portanto, serão gradativos, o que revela que São Luís tem total condição para recebê-la”, explicou.       
     Entusiasmado com as avaliações do almirante, o capitão de mar e guerra Luis Carlos de Melo, comandante da Capitania dos Portos do Maranhão, disse que espera, o quanto antes, o anúncio de São Luís como cidade-sede escolhida pela Marinha do Brasil para abrigar a segunda esquadra. “As perspectivas são fortes, bastante consistentes, e o nosso desejo é que a capital receba a segunda esquadra num futuro não muito distante. Com a confirmação, teremos geração de milhares de empregos, avanços tecnológicos, expansão social e inúmeros outros avanços”, finalizou.        
     Álvaro Augusto viaja ainda hoje para a cidade do Rio de Janeiro. Ele levará suas observações a todos os integrantes da almirantada, responsáveis por assessorar a autoridade máxima da Marinha do Brasil, o almirante de esquadra Julio Soares de Moura Neto, em sua decisão.

 
 
  Fonte : http://www.tribunadomaranhao.com.br/noticia/ponta-da-espera-pode-abrigar-divisao-anfibia-2844.html
 
 
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