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             21/01
             Site da FAB
               17h45
             Militares brasileiros distribuem alimentos e água em Porto Príncipe
 
 
 
            

         O lençol branco rasgado se transformou em tenda. A tenda agora é a casa. O bem material maior que restou depois do terremoto. Brithney Igle, de cinco anos de idade, assiste ao grande momento do dia no bairro de City Militaire, periferia de Porto Príncipe, no Haiti A mãe tenta explicar à criança o que está ocorrendo: "Brasil... Brasil". Quando 70 fuzileiros navais da Marinha do Brasil desembarcaram dos caminhões e começaram a entregar três toneladas de alimentos e três mil litros de água doados pelo País ainda era 6h da manhã. Antes, somente as luzes dos carros iluminavam as ruas. Em seguida, o sol se abria na capital que é o centro das preocupações do mundo. Para Brithney, o mundo, agora, é um acampamento de tendas, como a dela, sem água ou esgoto, em que se dorme no chão e só se acorda do pesadelo nos instantes de solidariedade.
         Na fila organizada pelos militares e pelos líderes comunitários, os olhares de ansiedade misturavam-se à euforia de receber comida. Mais de 35 graus centígrados, céu sem nuvem. "Estamos com fome. Meu filho está com muita fome. Perdemos tudo", dizia Iniad Assili, mãe de quatro filhos. Quando chegou mais perto do caminhão, 20 minutos depois, a expressão de desespero experimentou sorriso. Como ela, um por um, com garrafas de água na cabeça, e os alimentos na mão despediam-se com "mercy". Agradecimento que se transformou em coro de vários tempos, de várias intensidades. "Brasil, mercy". O nome do país saía fácil dos bocas secas.
        "Observamos a felicidade dessas pessoas em todas as comunidades que realizamos essa distribuição de alimentos. Procuramos realizar sem aviso surpresa para que sejam evitados tumultos", disse o comandante Julio Cesar Franco, da Marinha do Brasil no Haiti. "A chegada de cada um dos aviões da FAB com mantimentos representa a solidariedade do nosso povo a esse povo tão sofrido", afirmou o oficial de comunicação da Minustah, Tenente-Coronel da FAB Fernando Pereira.
          Em todas as comunidades que realizamos essa distribuição de alimentos. Procuramos realizar sem aviso surpresa para que sejam evitados tumultos", disse o comandante Julio Cesar Franco, da Marinha do Brasil no Haiti. "A chegada de cada um dos aviões da FAB com mantimentos representa a solidariedade do nosso povo a esse povo tão sofrido", afirmou o oficial de comunicação da Minustah, Tenente-Coronel da FAB Fernando Pereira.
       
       

 
 
 
   
Fonte : Do enviado especial ao Haiti, Ten Luiz Claudio - Centro de Comunicação Social da Aeronáutica               – CECOMSAER http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=4623
 
 
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