CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS NO BRASIL
200 ANOS DE HISTÓRIA
Parada após o Pôr-do-Sol
No dia 05 de março, às 19h30, na Histórica Fortaleza de São José, Ilha das Cobras, foi realizada a Cerimônia da Parada Após o Pôr-do-Sol como uma das comemorações do Bicentenário do Corpo de Fuzileiros Navais.
O evento de luz e som contou com a presença de oficiais generais, autoridades civis e militares convidadas.
O Corpo de Fuzileiros Navais originou-se da Brigada Real da Marinha, Unidade de Soldados Marinheiros criada em Portugal por alvará da Rainha D. Maria I, em 1797.
Essa Brigada, que cedo angariara a confiança do Príncipe Regente, garantiu a segurança da Família Real e da Corte Portuguesa em sua transmigração para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em sete de março de 1808, aqui permanecendo desde então, tornando-se o embrião do Corpo de Fuzileiros Navais.
Hoje, o Corpo de Fuzileiros Navais é constituído por cerca de quinze mil militares, todos profissionais. No contexto da estratégia naval, é empregado, por excelência, na projeção de força bélica sobre determinado território. Para tanto, a tropa deixa os navios empregando veículos especiais para operações de desembarque, carros anfíbios ou helicópteros, com apoio de fogo naval e aeronaval, promovendo o combate em terra, alicerçado em seus próprios meios, os quais incluem blindados, artilharia de campanha, artilharia antiaérea, engenharia de combate e equipamentos de comunicação e de guerra eletrônica.
Entre as instituições mais tradicionais do País, o Corpo de Fuzileiros Navais é facilmente reconhecido por seu uniforme vermelho garança, usado em datas especiais, e o característico gorro de fita. Respeitados pela população, que admira o garbo de seus integrantes e as evoluções de suas famosas bandas marcial e sinfônica, os Fuzileiros Navais, marinheiros de terra e soldados do mar, constituem exemplo de profissionalismo e dedicação à Pátria e à Marinha do Brasil há 200 anos. Sua presença nos três ambientes, terra, mar e ar, originou o lema “ADSUMUS”, que significa “aqui estamos”.