Propriedade da Ilha da Marambaia
Em decorrência da Lei 601, de 18 de setembro de 1850, o primeiro documento formal da posse da Ilha da Marambaia foi registrado em 1856, em nome do Comendador Breves, que veio a falecer em 1889. Após sua morte, em 1890 deu-se a abertura de seu testamento no processo de inventário, onde a Ilha é descrita e deixada, como herança, para a sua viúva, Dona Maria Isabel de Morais Breves.
Posteriormente, em 1891, a Ilha foi vendida à Companhia Promotora de Indústrias e Melhoramentos. Mais tarde, em 1896, por ocasião da liquidação forçada da referida Cia, a propriedade da Ilha foi transferida para o Banco da República do Brasil.
Finalmente, no início do século XX, a União foi autorizada a adquirir a Ilha da Marambaia com todas as suas benfeitorias, conforme a Lei nº 1316, de 31 de dezembro de 1904, comprando a referida ilha pela quantia de 95 contos de réis do erário público.
Em 23 de maio de 1906, a Ilha da Marambaia foi colocada à disposição da Marinha do Brasil, pelo Aviso nº 48 do Ministério da Fazenda, publicado no Diário Oficial da União (DOU) de 24 maio de 1906. Conforme certidão do Cartório de Barra Mansa, não consta qualquer averbação ou registro relativo à Ilha posterior a sua aquisição pela Fazenda Nacional. Portanto, vale ressaltar que a Marinha do Brasil está presente na Ilha da Marambaia há mais de um século.
Com a transferência da Ilha para a Marinha do Brasil, em 1908, foi instalada a Escola de Aprendizes-Marinheiros, por meio do Aviso Ministerial nº 2671, de 16 de junho de 1908.
Em 19 de agosto de 1943, pelo Decreto-Lei nº 5.760, uma parte da ilha da Marambaia foi cedida à Fundação Abrigo do Cristo Redentor, para a instalação da Escola de Pesca Darcy Vargas. Nessa época, ocorreu um fluxo migratório de trabalhadores e familiares oriundos do continente em busca de emprego e oportunidades, ocupando determinados pontos da ilha. Esta porção, de 8,5 km², fio incorporada ao patrimônio da citada fundação entre 1944 à 1971, quando, por força do Decreto 68.224, de 12 de fevereiro de 1971, foi reintegrada ao patrimônio da União, por meio de um novo Termo de Entrega para a Marinha do Brasil, bem como todo o acervo móvel, imóvel e contratos de trabalho da escola de pesca.
Durante o período em que a Escola de Pesca permaneceu na Ilha, a Marinha contava com o Campo de Aviação da Armada, que ocupava o restante da Ilha.
No mesmo ano, 1971, ocorreu a ativação do Campo da Ilha da Marambaia, no local onde ficava a extinta escola de pesca. Em 1981, foi criado o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (CADIM), lá situado até os dias de hoje.