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A História do CFN
Cronologia


07/03/1808
A Brigada Real da Marinha de Portugal desembarca no RJ, acompanhando a Família Real de Portugal. Considerado o marco zero da história dos Fuzileiros Navais.


01/05/1808
Portugal declara guerra à França: Batismo de fogo dos fuzileiros na Invasão de Caiena, Guiana Francesa.

21/03/1809
Fuzileiros são instalados na Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras.


21/04/1821
D. João VI nomeia D. Pedro Regente do Brasil; decreto determina permanência de um Batalhão de Fuzileiros-Marinheiros da Brigada Real da Marinha no RJ.


09/01/1822
Dia do Fico. Os Fuzileiros-Marinheiros abrem fogo da Fortaleza de S. José sobre tropas simpatizantes de Portugal.


07/09/1822
Independência do Brasil. Os Fuzileiros-Marinheiros concorreram para a expulsão dos portugueses.


24/10/1822
Decreto reorganiza o Batalhão da Brigada Real da Marinha como Batalhão de Artilharia da Marinha, para tirar qualquer vínculo com corpo existente em Portugal.


1823
O Batalhão de Artilharia da Marinha opera em lutas para a consolidação da Independência do Brasil vencendo os portugueses adeptos da recolonização na Bahia, Piauí, Maranhão, Grão-Pará e Cisplatina.


19/04/1825
Inicia a Guerra da Cisplatina, que vai até 1828, entre a Argentina e o Brasil, na região do Prata, contra a anexação do Uruguai ao Brasil em 1821. Os Artlheiros-Marinheiros participam de toda a Campanha da Cisplatina, em numerosas batalhas nas águas do Rio da Prata.


31/01/1826
O Batalhão de Artilharia da Marinha passa a se chamar Imperial Brigada de Artilharia da Marinha.


1831
A instabilidade política gera vários conflitos internos. Em abril, D. Pedro abdica do trono, em favor de seu filho, Príncipe D. Pedro de Alcântra, começando o período de regência, devido a menoridade do príncipe. O Batalhão da Artilharia da Marinha ajuda a sufocar várias dissidências e conflitos.


25/08/1831
Para reduzir a instabilidade política, é decretada a maioridade de D. Pedro II que assume o trono aos 14 anos.


1840
O Batalhão foi reorganizado no Corpo de Artilharia da Marinha.


11/09/1847
Criado o Corpo de Fuzileiros Navais, com o núcleo formado pela Artilharia da Marinha, mas com oficiais do Corpo da Armada.


1851
O Brasil se une ao Uruguai contra a Argentina, que tenta formar o Vice-Reinado do Prata. Os Fuzileiros Navais participam de toda a campanha no Rio da Prata.


24/11/1852
O Corpo de Fuzileiros Navais é reorganizado sob a denominação de Batalhão Naval.


11/1864
Novos conflitos entre Uruguai e Brasil em disputas de fronteira culminaram em novas batalhas no Rio da Prata, com participação ativa do Batalhão Naval. A luta mais renhida foi a Batalha de Paissandu, com a tomada de uma posição tão bem defendida que os brasileiros a chamaram de Forte Sebastopol, da Guerra da Criméia.


1865
Inicia-se a Guerra do Paraguai, que se estenderia até 1870. Uma tríplice aliança é formada pelo Brasil, Argentina e Uruguai, que também sofreram invasões. O Batalhão Naval participou com quase todo o seu efetivo no conflito, com destaque para o combate na Batalha do Riachuelo.


15/11/1889
Proclamação da Repúbica. O Batalhão Naval desembarca no Arsenal da Marinha e marcha para o Campo da Aclamação (atual Praça da República) em seu apoio à causa republicana. Após a proclamação, desfila pelo centro da cidade, regressando à Fortaleza de S. José.


1893
O Batalhão Naval adere à Revolta da Armada, como conseqüência de uma grave crise institucional que desestabilizou o país.
A Fortaleza de São José da Ilha das Cobras é praticamente destruída pela artilharia dos governistas. Os revolucionários são derrotados, abandonam os navios e a Fortaleza e pedem asilo a navios portugueses então fundeados na Baía de Guanabara.


15/02/1895
O Corpo de Infantaria de Marinha substitui o Batalhão Naval.


16/07/1908
Volta a denominação de Batalhão Naval, reorganizando-se com ênfase na elevação do nível educacional e de treinamento, com novas instalações, boa biblioteca e maior investimento. Cresce a popularidade do Batalhão Naval.


09/12/1910
Revolta da Chibata. Em 9 de dezembro de 1910, revoltou-se o Batalhão Naval, aderindo à revolta na Esquadra. Na tarde de 10 de dezembro, após os bombardeios, no prédio do Batalhão Naval e parte do Hospital, os sublevados içaram a bandeira branca, sendo aprisionados. A Marinha Brasileira contava na época com navios de guerra modernos, recentemente adquiridos no exterior, entre eles, os encouraçados Minas Gerais e São Paulo, o “scout” Rio Grande do Sul e o cruzador Bahia. Porém, o recrutamento de praças não correspondia às necessidades navais e apontavam-se sérios problemas de infra-estrutura e administrativos, trazendo graves inconvenientes à Marinha.


05/08/1922
Revolta dos Dezoito do Forte (de Copacabana). O movimento se alastra e o Batalhão Naval protege o Palácio do Governo, Ilha das Cobras sofre bombardeio mas forças legalistas acabam dominando revoltosos.


1930
A Revolução de 1930; emerge o tenentismo. A coluna revoltosa gaúcha trava combate com forças legalistas, que incluem duas companhias de Fuzileiros Navais. A Marinha adere à revolução e companhias de FN aderem aos Voluntários da Pátria na marcha vitoriosa.


1932
Revolução Constitucionalista. Uma coluna formada por 500 homens da Marinha, inclusive uma companhia de fuzileiros navais, sob o comando do Capitão-Tenente Augusto do Amaral Peixoto, desembarcou em Parati e, contando com recursos logísticos próprios, dispôs-se a invadir o território paulista em Cunha, atuando sobre o flanco direito das forças rebeldes. O Tenente Wanick, do Exército, com cinco marinheiros, ocupou Cunha, mas tropas revolucionárias vindas de Guaratinguetá os desalojaram. Aguardaram então o reforço de tropas da Polícia do Espírito Santo para renovar o ataque, integrando-se à coluna comandada pelo Major Nélson de Melo. Repelidos em Cunha, continuaram naquela coluna, combatendo sempre, até Pindamonhangaba, onde receberam a rendição dos constitucionalistas. Dentre outras perdas igualmente lamentáveis, faleceu em combate na frente de Cunha o Capitão-Tenente Luís Barbosa Baiana.


29/02/1932
É criado o Corpo de Fuzileiros Navais, com seu quadro próprio de oficiais.


1938
Revolução Integralista. O prédio do Ministério da Marinha foi tomado e a retomada pelos Fuzileiros Navais se deu com muita luta e resultou no sacrifício de vários fuzileiros, homenageados em um mausoléu no cemitério São João Batista.


1942
O Brasil entra na 2a Guerra Mundial. Em apoio a atuação brasileira, os Fuzileiros Navais guardam a Ilha de Trindade contra a instalação de uma possível base de submarinos inimigos. Foram também criadas Companhias Regionais ao longo da costa, que mais tarde se transformariam nos Grupamentos de Fuzileiros Navais.


06/02/1957
Criada a Força de Fuzileiros de Esquadra, constituída de Grupamentos Operativos, para executar operações anfíbias, resultando na Divisão Anfíbia atual.


03/1964
Movimento de Março de 1964. Os Fuzileiros Navais e Marinheiros uniram-se ao Exército e Aeronáutica para evitar o caos político-econômico-social e a guerra civil, que ameaçava o país e permitindo que novo Presidente fosse eleito Congresso Nacional.


06/05/1965
Criada a Força Interamericana da Paz, pela OEA - Organizações dos Estados Americanos. A primeira participação das Forças Armadas brasileiras em Forças de Paz foi em São Domingos, enviadas para conter a guerra civil em curso na República Dominicana.


27/10/1980
O Corpo de Fuzileiros Navais é reorganizado, sendo criado o posto de Almirante-de-Esquadra Fuzileiro Naval, que, como Comandante-Geral, passa a ser subordinado diretamente ao Ministério da Marinha e toma assento no Almirantado.


1989
Sob o mandato da ONU, o Brasil integra as Forças de Paz no exterior. Início da participação dos Fuzileiros Navais em complexas e arriscadas ações nos conflitos de Honduras, Bósnia, El Salvador, Moçambique e Ruanda, e na fiscalização da fronteira entre Peru e Equador.


1995
Os Fuzileiros Navais passam a atuar no exterior, assumindo a responsabilidade pela segurança das Embaixadas do Brasil na Argélia e no Paraguai.


1995-1997
O Brasil participa da Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola, com os Fuzileiros Navais responsáveis por ações de segurança, controle e observação.


1999
Evacuação do ex-presidente da República do Paraguai, Raul Cubas Grau, e de sua família, após a concessão de asilo político pelo Brasil, por meio de um destacamento de Fuzileiros Navais.


16/02/2002
16 de fevereiro, centenário de nascimento do Almirante Sylvio de Camargo.


2004
- Um Destacamento de Segurança de Embaixada, acionado pelo Comandante da Marinha e composto de 16 Fuzileiros Navais, deslocou-se para a cidade de Porto Príncipe, para evacuar nacionais não-combatentes e prover segurança à Embaixada do Brasil e ao corpo diplomático creditado na República do Haiti, garantido a integridade física dos cidadãos brasileiros e das instalações da Embaixada e da Chancelaria naquela cidade.
- Início da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Desde 2004, a MB envia, semestralmente, um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, que, juntamente, os demais contingente de militares visam a garantir um ambiente seguro e estável naquele país, a fim de contribuir para que os objetivos políticos e de direitos humanos da missão possam ser atingidos por todos os componentes.


2005
- Quarenta anos da primeira participação de um Fuzileiro Naval como observador da ONU em uma missão de paz no Oriente.


2008
- Bicentenário do Corpo de Fuzileiros Navais.
- Lançamento do Livro Institucional “Corpo de Fuzileiros Navais. Combatentes Anfíbios do Brasil”.
- Lançamento do Selo Comemorativo alusivo ao Bicentenário do CFN pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
- Reedição da Marcha a Pé Rio x Brasília. A “Coluna Bicentenário do Corpo de Fuzileiros Navais – Suboficial Fuzileiro Naval Macedo” percorreu 1.270 Km em 23 dias. Simultaneamente, Fuzileiros Navais não integrantes da coluna de marcha conduziram Ações Cívico-Sociais (ACISO) em 31 escolas públicas de 29 Municípios situadas ao longo do percurso. Foram realizados reparos de hidráulica, carpintaria, metalurgia, pintura e elétrica, além de doações do Pavilhão Nacional, da Bandeira do Estado e livros às escolas assistidas.
- Condução da Operação “Pico da Neblina”, expedição militar executada por um destacamento da Força de Fuzileiros da Esquadra, composto por 25 militares, ao ponto culminante do território nacional.
- Realização da 1ª Ultramaratona 24h Fuzileiros Navais na Escola Naval.



2009
- Instituição do Patrono do Corpo de Fuzileiros Navais - Almirante Sylvio de Camargo.
- Bicentenário do Batismo de Fogo dos Fuzileiros Navais - Tomada de Caiena e o lançamento de medalha alusiva a este fato.
- Lançamento do Livro “Os Fuzileiros Navais na História do Brasil”, de autoria da professora Alba Carneiro Bielinski.
- Condução da Conferência de Líderes de Corpos de Fuzileiros Navais – Américas.


 
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