A História do CFN
Bandas de Música


No dia 7 de março de 1808, aportavam ao Rio de Janeiro os navios que traziam a Família Real e a Corte portuguesa.
A Brigada Real da Marinha - origem dos atuais Fuzileiros Navais - acompanhava a Corte e, ao desembarcar, realizou um desfile, tendo à frente suas Bandas de Música e Marcial, trajando uniformes vistosos e executando dobrados vibrantes.

 

Em 1970, após a incorporação de instrumentos característicos de orquestras sinfônicas, foi ativada a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais.
As Gaitas de Fole, que hoje também integram a Banda Sinfônica em suas apresentações, foram presentes da rainha da Inglaterra para o USS Saint Louis em 1951, navio este pertencente à Marinha Americana. Em 1952, quando esse navio foi incorporado à Marinha do Brasil, com o nome de Cruzador Tamandaré, as gaitas que já pertenciam a esse navio foram doadas pela tripulação ao Corpo de Fuzileiros Navais.
Nossa história vem registrando a continuada presença de Fuzileiros Navais de reconhecida expressão no cenário musical brasileiro e internacional, como o professor e Maestro Oswaldo Passos Cabral – autor do Poema Sinfônico Riachuelo, que retrata as glórias da Marinha do Brasil naquela Batalha Naval; o Maestro Eleazar de Carvalho – regente titular da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e da Orquestra Sinfônica de Saint Louis/EUA; e o Maestro Florentino Dias - fundador e atual regente da Orquestra Filarmônica da Cidade do Rio de Janeiro.
Nossas Bandas tiveram, ainda, como professor e regente, o Maestro Francisco Braga, autor da Música do Hino à Bandeira e Patrono das Bandas de Música da Marinha do Brasil.
Dentre suas apresentações no exterior, podemos destacar, em 1952, no Palácio de Buckingham (Inglaterra), um concerto sinfônico para sua majestade a Rainha Elizabeth II; em 1974, sagrou-se campeã em concurso de bandas realizado na cidade de Hamburgo (Alemanha); participou do 5° Festival Internacional de Bandas Militares em Modena, na Itália, em 1996; e, também, do primeiro Festival Internacional da Cultura da Tríplice Fronteira, na cidade de Puerto Iguazu, na Argentina, no ano de 2004.
No Brasil, ela tem se apresentado em diversos Estados, levando a música a nossas cidades, sempre representando, notoriamente, o Corpo de Fuzileiros Navais e a Marinha do Brasil.

A Banda Sinfônica é composta por 90 executantes e um coro de 25 vozes, entre Oficiais regentes, Suboficiais e Sargentos Fuzileiros Navais, de ambos os sexos, servindo na Companhia de Bandas do Batalhão Naval, localizado na histórica Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, no Centro do Rio de Janeiro.

 


"Coloque uma banda na rua e o povo a seguirá, para a festa ou para a guerra"
Napoleão Bonaparte.

 
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