Primeiros navios projetados e construídos no Arsenal
Napoleão Level projetou e construiu no Arsenal de Marinha diversos navios, alguns dos quais tiveram suas máquinas projetadas e construídas no próprio Arsenal, pelo Engenheiro BRACONNOT. Destes, podemos citar: os Encouraçados "TAMANDARÉ", "BARROSO" e "RIO DE JANEIRO", os monitores "PARÁ", "RIO GRANDE", "ALAGOAS", "PIAUÍ", "SANTA CATARINA" e "CEARÁ", o Rebocador "LAMEGO" e outros.

Na guerra com o Paraguai, merece destaque o esforço do Arsenal. Na passagem de Humaitá somente um dos navios, dentre os que foram construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, não foi vitorioso.

Também nos serviços de reparo LEVEL mostrou competência. É importante assinalar a preparação da Frota Brasileira, que venceu a Batalha do Riachuelo, essencial à vitória alcançada na Guerra do Paraguai. A partir de 1865 foram construídas as carreiras na Ilha das Cobras. Em 1869 a montagem de uma cábrea fixa, no cais, permitiu as manobras de grande peso.

Outra figura notável deste período foi o Construtor Naval TRAJANO AUGUSTO DE CARVALHO, que patenteou em 1870 uma nova forma de carena. Esta nova forma de casco foi adotada na Corveta "TRAJANO" e, com o sucesso alcançado, utilizada em diversos outros navios construídos no Arsenal. O Almirantado Britânico também adotou o desenvolvimento de "TRAJANO", construindo caminhoneiras para a Marinha Real Britânica pelo projeto do Engenheiro Brasileiro.

Encouraçado "7 de Setembro" Concepção artística do Encouraçado "Sete de Setembro", lançado ao mar em 16 de maio de 1874. Último navio encouraçado projetado por Napoleão Level e Carlos Braconnot.
Ao lado, foto do Cruzador "Tamandaré" Cruzador "Tamandaré"


O sucessor de LEVEL na Diretoria de Construções Navais do Arsenal de Marinha foi o futuro Almirante JOÃO CÂNDIDO BRASIL, um substituto à altura. Projetou e construiu diversos navios, sendo importante assinalar o Cruzador "TAMANDARÉ", iniciado em 1884 e lançado ao mar em 1890. Deslocava 4.537 toneladas, sendo o maior navio construído no Arsenal até os nossos dias. O Almirante CÂNDIDO BRASIL permaneceu no Arsenal por longo tempo após a República, proclamada em 1889.

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