O
Arsenal na Construção de Submarinos
A construção de submarinos
no país representa a concretização de uma antiga
aspiração da Marinha, por seu grande valor estratégico.
As características de operação de um submarino
lhe permitem valer-se do "fator surpresa". Por isso, destaca-se
como importante instrumento de controle ou restrição à
operação de navios mercantes ou de guerra.
O desenvolvimento tecnológico
e a evolução da estrutura política mundial, bem
como o relacionamento entre países, transformaram o submarino
em uma arma ofensiva por excelência, de fundamental importância
ao exercício do domínio no mar, na extensão compatível
com as concepções estratégicas de cada país.
A obtenção de novos submarinos
foi incluída inicialmente no Programa de Reaparelhamento da Marinha
(PRM). A partir daí, iniciaram-se os estudos para a determinação
do tipo de submarino a ser adquirido, que resultaram, após avaliação
das alternativas existentes, na seleção do Submarino "IKL-209-1400",
de origem alemã, como sendo aquele que melhor atendia tanto ao
perfil de operação desejado quanto à evolução
tecnológica planejada.
A construção de submarinos
se faz pelo processo de acabamento avançado, em que as seções
do casco (quatro, no caso da classe Tupi) são fabricadas e completamente
equipadas de forma independente em oficina, até serem transportadas
para o Dique Flutuante, onde são unidas por solda.
É um empreendimento de grande
complexidade, que exige o domínio de tecnologia bastante específica
e trabalho em equipe de pessoas bem treinadas e motivadas. O AMRJ orgulha-se
de pertencer ao seleto grupo de estaleiros capaz de realizá-lo.
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